quinta-feira, 17 de abril de 2014

Na Onda do Tsunami




A beira do abismo
O olho do furacão. Não, o centro do meio do núcleo do olho do furacão
A tempestade em copo d'água
A pista molhada, escorregadia
O preço a pagar
A iminência da loucura
O susto
O inesperado
O desespero
A contradição
A confusão
A louca vontade 
Eu gosto, não, eu gosto não, eu AMO a instabilidade, a loucura, o improviso.
Não quero dia comum, tudo igual, rotina...
Eu quero mais é que me jogue pro alto, me sacuda, me exploda, junte meus pedaços, costure minhas partes fora do lugar.
E quando aparece alguém com tamanha capacidade de reviravolta?
Tudo inunda

Tudo derrama
Tudo espalha e fica ali exposto e você paralisa porque está bem na sua cara o que sempre quis e você então não sabe como agir. Volta a contradição, volta a fúria, você se afoga em suas próprias águas.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Hora de Viver



Vivendo eu vejo como acontece por aí.
Aí eu penso na madrugada.
A madrugada testemunha o desejo, o beijo, o cheiro, o suor, o olhar. 

Olhar infravermelho que capta tudo, ultrapassa o escuro, opta por ver quando não há o que enxergar.
Enxergar com a alma é que é bom. O olho é apenas a janela, secreta ou aberta, com cortina ou sem.
Sem medo eu quero viver, eu quero crescer, eu quero evoluir, eu quero seguir.
Seguir sem querer que eu não quero. Não quero, não me desespero. 

Espero. Espero. Espero.
Então toma! Tira de casa seu medo e deixa ele voar. Sua casa é seu peito. Onde o medo se esconde?
Esconde a raiva, acalma, tranquiliza, relaxa.
Acha? Acha mesmo que tem que saber como é que vai ser? Não há o que "vai ser", pois ja é.
É um dia de cada vez. É calmo, é tranquilo, é deixando acontecer.
O que vai acontecer é o de menos. Só vai ser "mais" quando e se já estiver acontecendo. Bom mesmo é o que acontece agora.
É hora.
Toda hora

É hora
De
Viver.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Não vou me despedir de você


A despedida é imprevisível. Não dá pra ter certeza... "Nunca diga nunca" é o que me foi ensinado. A língua paga com juros altos... A vida dá voltas, o mundo gira. Um adeus que nunca vale! É a língua pagando. É assim que me sinto às vezes... Despeço-me tanto por não saber quando vou te ver de novo e inesperadamente te vejo amanhã.