sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Do que você precisa?

Arruma as malas, viaja para dentro. Lá tem tudo.
Lá tem sol poente, estrela cadente, luz do luar, estrela do mar.
Lá tem frio, lá tem quente.
Lá tem sonho, tem companhia e tem solidão. Tem espera, tem paixão. Tem amor, sorriso, dor.
Lá tem tudo.
Lá, a ilusão é verdade e a verdade, ilusão. Depende do ponto de vista e da ação. Depende do jeito de enxergar e de como acreditar.
Lá o tempo não passa ou até passa rápido demais. Lá nem tempo existe, se brincar.
Aliás, lá a brincadeira é séria e a seriedade é brincadeira!
Lá tem equilíbrio e contradição.
Do que você precisa?
Arruma as malas e viaja na sua crença, no seu jeito de passar a vida. De viver a vida. Não deixa a vida passar.
Não tem nada de fora. Está tudo dentro. Já comprou a passagem?







sábado, 10 de novembro de 2012

* Se *


Se eu pudesse voar, voaria pra dentro
procuraria entender a funcionalidade de cada momento
que é simplesmente a ilusória divisão psicológica
que a mente subentende existir

Se eu tivesse memória, lembraria os poréns
os porquês e como eu não fui mais além
mas diante de tal informação eu nada faria
pois se procurasse tanto mudar, nem mais eu eu seria

Se eu tivesse um poder, teria o de ler
os olhares profundos, leves, confusos
que a vida me fez encarar
a cada momento que eu pude vivenciar

Mas se eu pudesse escolher, escolheria sempre
mas às vezes o acaso, ou destino, não sei
tira-me a responsabilidade de ter que ser sempre eu
há uma esfera que rege o que o mundo não viu.




terça-feira, 16 de outubro de 2012

Entendam: o mundo é diverso


Reflita sobre como é bom se sentir amado(a). Em ter alguém que te liga, te espera depois do trabalho, te é fiel, te presenteia, se arruma para você, te trata com carinho, te entende, te aceita como é, te olha dentro dos olhos brilhando tanto, te cheira profundo, te dá um sorriso sincero, te procura, te beija com amor, te ama com amor, te deseja, te ouve, te aconselha, te faz sentir feliz, especial, único(a)! 

Porque alguém abandonaria tudo isso e tantos outros sonhos, não só no campo do amor, mas em especial nele, para viver uma vida de enganos aos próprios olhos e agradar à sociedade e à quem não está em sua pele sentindo tudo o que sente, cheios de preconceito e pudor?


Sua vida é tão única e SUA! Vive o que te faz feliz. Se você não viver o que te agrada, ninguém viverá por você e assim morrerá lendo a lista "sonhos e esperanças para um dia realizar". Sempre há alguém para criticar e dizer que algo está errado, simplesmente pelo fato de não estar em seu lugar. 


Absorve os conselhos que considera fundamentais, ainda que doam. Quanto ao resto, ignora, segue e sorri.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sobre 17's de novembro


De tempos em tempos, a clareza de quem somos pode aos poucos escurecer. Não é difícil encontrar alguém se queixando de ter se perdido; de ter a sensação de não saber mais quem é; de ter confundido os seus caminhos na cidade do tempo.

Hoje eu quero apenas confessar algumas coisas sobre mim e sei que há quem se identifique.

Um fato: sou feita de uma personalidade inconstante. Humor, hábitos e manias vivem modificando não o meu jeito, mas o meu estado de ser. Há sempre a sensação de que eu estou me construindo infinitamente, mas há sempre aquilo que não muda, que já está construído, desde o primeiro e mesmo depois de tantos dezessetes de novembro.

Às vezes sinto falta de mim. Sinto saudade das coisas que eu parei de fazer sem saber o porquê. Aquilo com que eu perdia (ganhava) horas e horas dos dias afins. Talvez porque tenha diminuído o meu tempo livre, talvez porque as coisas mudam mesmo, talvez por eu apenas estar arrumando uma desculpa esfarrapada, porque tempo nunca foi desculpa pra nada. Tempo a gente arruma; o interessado dá um jeito e quem faz questão vai atrás. Afinal, 1 minuto já é tempo, 1 segundo já é tempo. Mas e as condições para isso? Tempo também nem é todo o x da questão. Porque então eu estaria tão displicente comigo? Não sei, tragam-me um psicólogo que explique essa busca incessante por explicação!

A questão nem é entender o porquê, mas apenas voltar para aquilo que me faz falta e me faz bem, cuidar mais de mim, colocar-me mais em primeiro plano, porque se deixamos isso para que outras pessoas façam, não teremos a retribuição imaginada. Às vezes sinto-me doando tanto em diversas relações e não recebendo isso de volta. Mas acho que é um dos meus maiores defeitos: querer reciprocidade em tudo. Alguns amigos já me alertaram: evite as expectativas! Mas não adianta, sou teimosa e acredito nas pessoas.

Só sei que preciso mais de mim, buscar-me mais e procurar mais por tudo aquilo que me faz bem, para deixar de ver problema nas coisas tão pequenas que me acontecem e viver mais e melhor. E isso inclui amor, cultura, ar puro, tranquilidade, fé, esporte e arte!

Deixo um beijo de esperança... E que eu nunca a perca.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Viagem

Eu não viajei por todo o país, muito menos fui para fora dele. Não coleciono postais, não estive presente diante das 7 maravilhas do mundo.

Mas confesso, já andei por lugares que homem nenhum conhece, vivenciei sensações jamais sentidas e tenho coleções das mais incríveis maravilhas particulares.

Confesso que conquistei mais que o mundo, explorei montanhas de sentimento, senti loucuras do pensamento e vi mais do que o olho vê.

Isso tudo eu experimentei, a cada momento que te beijei.

Ainda quero visitar muitos lugares!



domingo, 22 de abril de 2012

Não deixe o prazer pra sexta-feira

Cuidado com o que te influencia...

Estão fazendo uma pedestalização da sexta-feira. Tão exagerada quanto a invenção desta palavra.
Eu amo o fim da semana, acho lindo poder descansar, sair ou mesmo estar quietinha, fazendo mais o que eu gosto e menos obrigações. Mas para que isso seja significativo, deve haver um merecimento.

A sexta-feira é muito mais valiosa, quando a semana corre bem, desde o domingo a noite, quando me alegro pelo início de mais um ciclo e não me martirizo pelo trabalho, pelo estudo, que só teem a colaborar com a minha evolução.

Procure prazer desde a segunda, a realização se relaciona diretamente com a disciplina!

Tudo depende do olhar que você direciona para os fatos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Positividade

Aprendi a desconfiar de tudo que é exagerado, de tudo que é doce demais, de tudo que mais parece sonho. Repito, aprendi a desconfiar e não desacreditar, pois desacreditando do que na vida parece sonho, do que é doce demais, do que é demais aos nossos sentidos, a graça também se vai. E eis a coisa que não quero perder vivendo: a graça de viver.

Iludam-me, enganem-me. Sintam-se à vontade, pois nem mesmo a pior das armas que puderem aplicar contra mim, deter-me-ão do desejo de lutar, mesmo que eu não vença.

Posso cair, sofrer, doer o peito de chorar. Mas sabendo que vai passar (e passa mesmo), já tenho o conforto necessário pra caminhar mais firme.

Podem vir as pessoas, pode vir o mundo com a sua negatividade... A positividade que sinto vai me manter.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Careca Brilhante

Uma dor funda que atravessa carne, osso, alma, coração, lembrança, memória e tempo. Uma dor que parece estar além do ser. As mulheres que me entendam: uma cólica na alma. Arranca um pedaço que não se preenche. Uma sensação que não se entende, até que é experimentada.

Eu vi tudo, eu estive lá há todo momento, desde a notícia ao enterro e até hoje, quase um mês depois me pego surpreendida quando lembro (ou quando não me lembro de esquecer). Parece uma verdade mal contada, uma fofoca verdadeira ou um fato real inventado.

Eu ainda não aprendi a me comportar diante da ausência, “nunca mais” ainda não entrou nas páginas do meu dicionário. Pelo contrário, sua presença ainda está tão em mim! Parece que vai me ligar, vai chegar na minha casa, vai me levar para andar de moto, visitar os meus irmãos. Vai me contar suas histórias de vida, aventureiro que era, e sua careca vai brilhar, junto com o olhar que transmitia tanta alegria em viver.

Dificuldade é engolir esse ciclo natural. Saudade tem um gosto que, com certa ironia, não morre.




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Esse é seu, Nilo Costa.

O balançar de um coqueiro através da grande janela transparente, vasos de plantas de plásticos, uma cor feia na parede. Parece que todo o cenário colabora completando as faces angustiantes, os nós na garganta.

Como é intensa a dor de uma sala de espera de hospital. A ansiedade pela notícia que nunca chega, o silêncio profundo, a vontade duvidosa da visita. Duvidosa, porque sinceramente não sabemos se queremos ver um familiar em determinada situação, em determinada condição de saúde. Mas é preciso transmitir vibrações positivas, encarar a dor de frente, deixá-la um pouco de lado para propagar força.

A energia daquele lugar às vezes pesa mais que a dor de não saber.
Não saber se...
Não saber como...
Não saber quando...
Não saber, mas ter esperança sempre e sentir toda a positividade que for possível. Justamente o que eu herdei de mais valioso de você, pai, essa força transparente que nós, seus familiares, precisamos ter agora para te ajudar nessa.

Eu rezo todos os dias, eu torço por você. A última coisa que eu penso antes de dormir e a primeira ao acordar, é em você. Sinceramente, espero-lhe entrando com aquele sorriso gostoso pela porta da minha casa, a calvice brilhante, o andar espaçoso, sentando-se no mesmo lugar de sempre à mesa, pedindo um café e falando sobre as suas milhares de namoradas! Espero-lhe calado, espero-lhe falante, espero-lhe do modo que for, fazendo-me sentir qualquer sentimento, menos essa dor por não lhe ter consciente, feliz.

Saia dessa e venha ver o texto que eu fiz pra você!
Eu te amo sempre.