terça-feira, 22 de novembro de 2011

De malas prontas

Vou tentar explicar esse momento.
Sinto-me sentada à beira-mar, sentindo o vento e apreciando o pôr-do-sol. Bebendo um suco de laranja e ouvindo Jack Johnson - Upside Down.
Hoje, sou pura delícia!
Eu não sabia que era possível estar tranquila assim, sem amor...
Confesso que já me imaginei 'para sempre' naqueles dias de tristeza, até que enfim retornasse o amor.
Mas não... Não precisou dele aparecer de novo!
Alguma tranquilidade veio me resgatar. Vinda dos sonhos, da vida cotidiana, dos conselhos amigáveis, do céu? Não sei! Talvez disso tudo, misturada com atitudes alheias que me ensinaram que era hora de seguir. Sei que me livrei do que me fazia frágil e vulnerável.
E afirmo tudo com imensa segurança, sem medo de olhares duvidosos, julgamentos maldosos!
Sinto-me tão forte que posso até responder "tudo!", com sinceridade, quando me perguntarem se está tudo bem.
A lição do dia, aprendida com cada pedacinho de infelicidade, com cada alto e cada baixo que me acompanhava, foi que eu não preciso ir para lugar nenhum, que eu não preciso necessariamente de alguma novidade, para encontrar o que eu procuro. Sempre esteve aqui, no jeito de olhar e entender, na forma de aceitar, que mora dentro de mim.
Dou lugar, nesse momento, para o que é capaz de me tomar "da boca para dentro".
Desfaço as malas nessa praia, linda e só, por muito tempo, cuidando de mim.




"Everybody wants happiness, nobody wants pain, but you can't have a rainbow without a little rain".

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