quarta-feira, 6 de julho de 2011

Aos Amig@s

Este texto é para você, colecionador(a) de histórias compartilhadas, empreendedor(a) de conselhos sinceros, empresário(a) de sorrisos largos, confortador(a) dos momentos turbulentos, conversador(a) de bobagens valiosas, acalentador(a) dessa vida torta! Este texto é para você, amigo(a).


Foram-se anos. Foram-se não, ficaram-se historiografados nas memórias de nós, alguns significativos anos. Vistos de longe, pela luneta do tempo, consigo enxergar construções evolutivas de vidas compartilhadas.


Com você eu pude amadurecer, formar ou reforçar os valores humanos, sorrir, entristecer. Com você eu tive o direito de errar, reconhecer, desculpar-me, ser perdoada. E também lhe perdoei. Mesmo que não tenhamos brigado explicitamente, perdoamo-nos amigo(a), por não sermos iguais, por divergirmos em opiniões, por nos olharmos com olhares de gente que erra, de gente que aprende, de gente.


Permito-me viabilizar por meio da palavra, o agradecimento do que foi sentido, do que não é de ser escrito e mais sentido e vivido. Mas se é por esse recurso que consigo às vezes melhor me expressar, agradeço a você, amigo(a) pela história construímos.


Termino agora um ciclo, do qual você fez plena parte. Começo agora outro no qual quero que continuemos juntos, mesmo não estando mais fisicamente ao lado, na mesma cidade, na mesma casa, na mesma faculdade, no mesmo teatro, no mesmo curso. E você também, que esteve à distância por esses anos, mas sempre comigo, colaborando, compartilhando, construindo. Se o meu coração permitiu a mim denominar-lhe amigo(a), estará comigo no mesmo lugar, mesmo não o sendo físico.


Despeço-me entristecida pela distância que dói e inevitalvemente nos lança à falta. Despeço-me alegre por aquilo que vivemos, por querer que continuemos, por ser a sua amiga e você ser o(a) meu/minha.


Desejo a você, antes de tudo, o melhor de você mesmo, e também o melhor que possa vir do outro. Agradeço a você pela imensa colaboração seja ela qual foi. Deixo um abraço caloroso e vou. Mas fico.


Beijos carinhosos,

Nanda Costa.

Um comentário:

  1. Nanda,

    Bem, por aqui espero que sigamos seu caminho em imagem, pensando em você nas passagens, encruzilhadas, decisões que virão... Como dizia o Ferreira Gullar: "Caminhos não há, mas os pés na grama os inventarão / Aqui se inicia uma viagem clara para a encantação / Fonte, flor em fogo / Que é que nos espera por detrás da noite? / Nada vos sovino / Com a minha incerteza / Vos ilumino"... Você é como essa noite e também um dia, como esse brilhante de hoje, como a noite estelar de ontem, e também tempestade... passou por nós e nos deixou assim: extasiados depois de sua chuva... É como a flor e fonte do outro lado da noite... Em você nos molhamos, florescemos... Para nós que ficamos... sobra a sede de poder continuar, mesmo que a distância, a te beber ao golinhos... Muitos beijos e muitos abraços pra você, guria! E a beleza do mundo que brinca nos seus olhos! Que ela sempre te acompanhe!

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