domingo, 6 de fevereiro de 2011

Registro de Um Dia (O Sonho Quase Real)

Dia desses tive uma loucura na cabeça que foi de registrar tudo o que eu fiz e senti, desde a hora de antes de abrir o olho, até o último suspiro de gente acordada.
Besteira minha, que era só pra saber como é esse negócio de diário detalhado, que uma vez ouvi falar na minha imaginação de criança.
Engraçado é que eu lendo a listinha aqui do lado e escrevendo tudo de novo em forma de texto, lembro dos conselhos da professora de redação do colegial: "anota antes em um rascunho suas ideias, tudo o que você sabe e lembra acerca do tema. Depois vai espalhando tudo no texto sem esquecer de fazer introdução, desenvolvimento e conclusão. Deixa o título por último, que é pra combinar melhor com o que você escreveu. Não faz título comum, com frase de propaganda de televisão, pensa em algo bem criativo". Desculpa pelo meu título, professora. Saudades de você, independente de estar lendo ou não.
Sabe quando a gente confunde sonho com realidade? Eu carregando um tijolo amarrado com corda bamba na cintura. Comecei a correr, ele batendo na minha coxa, de lado, em tempo de quebrar. Quebrar ele e a minha perna. Uma suadeira por causa do sol escaldante. Nem sabia que lugar era aquele que eu estava e nem para onde eu lá ia, como diz minha vó Clara.
Quando abro os olhos, minha mãe batendo com um livro na minha perna: "vai levantar pra ler seu livro hoje não? Já são meio-dia, esse calorão e você dormindo até agora, nesse quarto fechado, toda suada". Sem entender o que era aquilo, não sabia ao certo se eu estava na rua desconhecida ou se estava realmente no meu quarto. Olhava assustada pra cara da minha mãe.
Peguei meu celular na escrivaninha, do lado da cama. Quando acendi a luzinha, presenciei uma mentira de uma hora: eram 11 da manhã.
Inspirei fundo e soltei o ar todo de uma vez: "isso é jeito de acordar a gente, mãe?!". Saiu até meio nervosa do quarto, pelo jeito que eu falei. Mas é que ela não sabe a agonia que é correr com um tijolo amarrado na cintura.































Ps.: vou contando em doses homeopáticas, a loucura que foi esse dia meu. Até breve!

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