terça-feira, 22 de novembro de 2011

De malas prontas

Vou tentar explicar esse momento.
Sinto-me sentada à beira-mar, sentindo o vento e apreciando o pôr-do-sol. Bebendo um suco de laranja e ouvindo Jack Johnson - Upside Down.
Hoje, sou pura delícia!
Eu não sabia que era possível estar tranquila assim, sem amor...
Confesso que já me imaginei 'para sempre' naqueles dias de tristeza, até que enfim retornasse o amor.
Mas não... Não precisou dele aparecer de novo!
Alguma tranquilidade veio me resgatar. Vinda dos sonhos, da vida cotidiana, dos conselhos amigáveis, do céu? Não sei! Talvez disso tudo, misturada com atitudes alheias que me ensinaram que era hora de seguir. Sei que me livrei do que me fazia frágil e vulnerável.
E afirmo tudo com imensa segurança, sem medo de olhares duvidosos, julgamentos maldosos!
Sinto-me tão forte que posso até responder "tudo!", com sinceridade, quando me perguntarem se está tudo bem.
A lição do dia, aprendida com cada pedacinho de infelicidade, com cada alto e cada baixo que me acompanhava, foi que eu não preciso ir para lugar nenhum, que eu não preciso necessariamente de alguma novidade, para encontrar o que eu procuro. Sempre esteve aqui, no jeito de olhar e entender, na forma de aceitar, que mora dentro de mim.
Dou lugar, nesse momento, para o que é capaz de me tomar "da boca para dentro".
Desfaço as malas nessa praia, linda e só, por muito tempo, cuidando de mim.




"Everybody wants happiness, nobody wants pain, but you can't have a rainbow without a little rain".

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vida, destino, esperança


Ideal seria o encaixe das frases, se a vida fosse como um texto. Palavra após palavra, existiria tamanha harmonia, de modo que não poderia ser escrita outra palavra se não exatamente aquela usada. Mas a vida não é um perfeito texto, pois sempre aparece uma palavra extraviada em cada f(r)ase.

Já faz tempo que algo de bom foi perdido em mim. Alguma chama, algum brilho, alguma coisa indefinida, não dita e nem pensada, para não doer. Mas aquela vontade súbita de vida que me toma a cada pôr-do-sol, a cada música boa, a cada sorriso de criança, a cada bom livro e boa pessoa, ainda permanece, mantendo-me em pé, ainda que fraca.

Alguma coisa (essa indefinida) talvez se dissipou, secou. Pois nem em lágrimas sai mais. E precisa sair, escorrer, nem que seja em suor, distraindo-me da loucura de uma sensibilidade exacerbada.

Fico assim, escrevendo os sentimentos, justificando-me para ninguém. O que me reserva o destino? Espero... Ainda que "a esperança é um espeto onde sempre falta o assado", espero!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Três simples palavras


Música sempre tocando
livros nos acompanhando
mãos, caneta, papel
estrelas brilhando, céu
roxo, violeta, lilás
incenso, horóscopo, paz
chocolate, filmes, café
tatuagens, piercing, boné
lua cheia apaixonante
momento, pequeno instante
sorriso, toque, olhar
coragem para arriscar
agora preciso dizer:
eu amo você.




Fonte da imagem: http://weheartit.com/entry/16550630

domingo, 23 de outubro de 2011

Sobre teorias de vida

O que teríamos feito de tão terrível em vidas passadas para nessa estarmos tão, mas TÃO azarados no amor? Devemos ter cometido algo de muito, muito grave e sendo punidos por tamanha atrocidade!

Onde estaria escondido o amor recírpoco se quando há interesse de nossa parte, da outra não há e quando da outra existe, da nossa não?

Eternamente assim? Para sempre teremos "sorte no jogo", se queremos apostar nossas fichas é no amor?

Ps.: sobre a descrença no amor simultânea ao desespero de tê-lo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Alguém

Alguém que não deixe brecha para dúvidas; que não faça com peso de afirmativas, as suas perguntas; que 'apague com um beijo as armaguras da vida' e me faça não querer ir trabalhar.

Alguém com quem observar em silêncio as sombras juntas, para quem contar os sonhos e trocar olhares de mãos dadas.

Alguém que me faça querer ter o conhecido antes e ao mesmo tempo compreender que essa foi a melhor hora.

Alguém de fidelidade, postura correta e charme natural.

Alguém que não assassine o diálogo, que não me deixe faltar em surpresas e de bom gosto musical.

Alguém que me complique a vida com tamanha intromissão e depois me ajude a descomplicar.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Questão de frequência

Sentada na cama observava pelas grades da janela uma enorme antena. Às vezes tinha um vontade de ser ela... Captar por alguma frequência o que procurava. Mas afinal, o que procurava?

Com muita frequência, diferente daquela da antena, tentava compreender o sentido de ficar tanto tempo ali parada, observando seus gestos, ouvindo uma música qualquer. Mas qualquer música a irritava e não passava da metade. Mudava agora com outra frequência o que escutava.

Tentava não elaborar planos, pensar no futuro. 'Mas no instante da tentativa já havia elaborado, pensado e se criticado pelo ato desleal'.

Sentia-se tão pequena diante do mistério das coisas. Mas também curiosa e ansiosa pela chegada do novo.

Queria saber controlar a frequência do coração ou estar com alguém que descontrolasse suas frequências, já que não o frequentava muito. Mas era esperta, sabia que amor faz falta, mas quando se tem, não basta. Há outras coisas importantes, afinal. E não é questão de qual frequencia se está.

sábado, 30 de julho de 2011

E já tem dias...

Tem dias que sou nostalgia com as memórias de você.
Tem dias que agonia, outros alegria.
Tem dias que me dá até alergia, dessa coisa chamada distância que me impede de te ver.
Mas me invade de magia a esperança ardente de um dia te ter.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

(Saudade.)

Saudade mesmo.

Saudade tanta que precisa ficar destacada entre parênteses, como se fosse um dos tijolos atracados na parede.

Saudade tanta que precisa de um ponto dentro do parênteses para garantir que nenhum pouquinho dela se dissipe, que nenhum pedacinho do tijolo se solte da parede.

Tijolo de sentimento, parede do coração.

Pontuação que desafia as regras do Português.
Coração que desafia o sentimento, seu freguês.

(Saudade.)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Aos Amig@s

Este texto é para você, colecionador(a) de histórias compartilhadas, empreendedor(a) de conselhos sinceros, empresário(a) de sorrisos largos, confortador(a) dos momentos turbulentos, conversador(a) de bobagens valiosas, acalentador(a) dessa vida torta! Este texto é para você, amigo(a).


Foram-se anos. Foram-se não, ficaram-se historiografados nas memórias de nós, alguns significativos anos. Vistos de longe, pela luneta do tempo, consigo enxergar construções evolutivas de vidas compartilhadas.


Com você eu pude amadurecer, formar ou reforçar os valores humanos, sorrir, entristecer. Com você eu tive o direito de errar, reconhecer, desculpar-me, ser perdoada. E também lhe perdoei. Mesmo que não tenhamos brigado explicitamente, perdoamo-nos amigo(a), por não sermos iguais, por divergirmos em opiniões, por nos olharmos com olhares de gente que erra, de gente que aprende, de gente.


Permito-me viabilizar por meio da palavra, o agradecimento do que foi sentido, do que não é de ser escrito e mais sentido e vivido. Mas se é por esse recurso que consigo às vezes melhor me expressar, agradeço a você, amigo(a) pela história construímos.


Termino agora um ciclo, do qual você fez plena parte. Começo agora outro no qual quero que continuemos juntos, mesmo não estando mais fisicamente ao lado, na mesma cidade, na mesma casa, na mesma faculdade, no mesmo teatro, no mesmo curso. E você também, que esteve à distância por esses anos, mas sempre comigo, colaborando, compartilhando, construindo. Se o meu coração permitiu a mim denominar-lhe amigo(a), estará comigo no mesmo lugar, mesmo não o sendo físico.


Despeço-me entristecida pela distância que dói e inevitalvemente nos lança à falta. Despeço-me alegre por aquilo que vivemos, por querer que continuemos, por ser a sua amiga e você ser o(a) meu/minha.


Desejo a você, antes de tudo, o melhor de você mesmo, e também o melhor que possa vir do outro. Agradeço a você pela imensa colaboração seja ela qual foi. Deixo um abraço caloroso e vou. Mas fico.


Beijos carinhosos,

Nanda Costa.

sábado, 25 de junho de 2011

Fala, Naná!

como estão as coisas por aí? Por aqui tudo descontralado. Parece que ela, a minha vida, esqueceu-se de suas próprias características de sobe e desce, de "fases", de "tudo passa", sabe?!

É Naná, parece que não passa... Parece que me dá um abraço quente e gostoso, um biscoito recheado do que eu mais gosto, um violão! Novinho em folha... E depois solta uma baforada de desprezo na minha cara, solta da minha mão, quebra meu violão! Parece que tudo, parece que nada. Nem sei o que parece mais.

Ai, que essa ansiedade quase me mata! Se eu ainda tivesse amor de amor... De amizade eu tenho, de família eu tenho, de animal eu tenho. E me acalma mas não me basta. E amor de amor? Já se passaram tantos meses, né.

Naná, fala pra mim que o que eu procuro e não acho se esconde ainda em algum lugar, que esses momentos tortos se endireitam e que "esperar" é dom que ainda tenho. Naná!!! Fala pra mim que isso passa, porque eu me esqueci. Mas deixa aqui o que pode ficar, desanuvia minha vista confusa, faz a minha paz com ela, a minha vida.

Ai, que se eu tivesse agora suas palavras, que se você existisse Naná, pra me dizer o que lhe peço, eu pudesse de algum modo existir.

terça-feira, 17 de maio de 2011

HahaNand(inh)a [2]

"Bom mesmo era fazer nada, nem pensar, mas isso só às vezes conseguia, e era impossível gozar o momento, sempre passado. Pois quando o sentia, ele já acabara: ela começara a pensar" ("Menina", Ivan Ângelo).

Pensar era uma coisa que eu venerava. Venero hoje ainda, pois acredito que dá para chegar a muitas conclusões assim, pensando. Mas claro, agindo junto. Só que pensar gera muitas perguntas. Herança de infância, questiono demais. Pode ser até em interior silêncio, mas questiono e mudo formas de olhar.
Lembro que minha mãe, sempre tão atenciosa e paciente, procurava responder todas as minhas perguntas. Não lembro de ouví-la dizer "ainda é muito nova para saber sobre isso". Ela tentava, arriscava uma explicação, mesmo que da forma mais simples e incompleta que fosse. Mas respondia às minhas perguntas. Uma vez lhe perguntei o que era "porra". Posso imaginar como ela se sentiu, num beco sem saída, escutando aquelas palavras lhe atingirem como se fossem flechas: "mãe, o que é porra?". Talvez quis não existir por alguns segundos, talvez quis que eu não existisse, talvez ela quis estar no lugar em que eu ouvi a palavra tão agressiva para uma garota de uns 6 anos, só para evitar que eu a tivesse ouvido. Mas tão sabiamente me respondeu que "é uma coisa da intimidade do homem". Sei que já sabia o que era intimidade e saí satisfeita com a resposta, sem me importar muito com que porra era aquela.
Não gostava: cheiro de feijão assim que é aberta a panela de pressão, nariz escorrendo, não poder brincar antes da tarefa, ter que dormir mais cedo que todo mundo, jogar vôlei.
Gostava: receber carta (nunca havia recebido, mas sonhava que um dia o carteiro me traria uma delas e me libertaria da angústia de querer tanto algo tão simples que nunca acontecia), sonhar que caía em um buraco, só para acordar dando pulo da cama, aliviada por ser só um sonho e então rir intensamente, sabendo o que é a felicidade do alívio, ouvir meu avô cantando e contando histórias, fingir que era bruxa, imitar as pessoas, principalmente minha mãe, viajar nas férias, surpresas, brincar, brincar, brincar, cansar todo mundo e ouvir satisfeita "essa menina é uma peste".
Talvez eu soubesse que 'o melhor jeito de chegar ao fundo era pelos caminhos transversos, pelas coisas banais'. Toda criança sabe.






Ps.: Quem acompanha meu Blog, pôde perceber que já postei um texto com esse título (http://hahananda.blogspot.com/2010/06/hahanandinha.html). Minha intenção ao escrevê-los é resgatar minha criança interior, já que considero fundamental a qualquer pessoa que queira ter um conhecimento maior de si. Mas principalmente para aqueles(as) que querem ser professor(a), como eu. Há muito o que se explorar no mundo da infância. Inclusive no nosso particular.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Esta escrita é só dela

Com suas formas únicas ela me chama a atenção. Talvez por essa diferença singular, também diferente é o gingado dela.
Rebola redondo, desliza, parece que flutua.
Refletindo a intensidade da minha tensão, marca às vezes mais forte o caminho que passa.
Mas o que mais me encanta é o modo como ela se prende a mim. Eu a grudo em minhas mãos e conduzo da forma que quero os movimentos dela.
Agora vejam só a minha mania! De querer colocar a tal da poesia, até na bonita caneta que alguém me deu.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Registro de Um Dia (O Minuto Final)

Cheguei em casa até cansada. Porque alegria demais também acaba cansando a gente.
Tomei um café gostoso, que só a minha irmã sabe fazer daquele jeito... Quis ver o pôr-do-sol, mas as grades da janela me atrapalhavam.
Eu nunca entendi pra quê tanta grade. Na janela, no portão, na vida da gente.
Eu queria ser mais livre, fiquei pensando até dormir.
E dormi profundamente, daquele jeito mesmo: a mesma roupa, a mesma expressão facial, que era pra não perder nem um pouquinho do que tinha me restado de bem e de bom daquele dia... Até seu minuto final.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Registro de Um Dia ( Eterna Busca )

Resolvi ir à casa de uma amiga. Sentia falta daquele grupinho dos tempos de escola. Respirava nostalgia.
Pela janela do ônibus observava a eterna busca de cada pessoa que passava, vivia, vagava ou apenas existia pelas ruas da cidade. O silêncio reinava no vazio de uma tarde parada e quente.
Enquanto caminhava, já na rua da casa dela, ouço uma freada de bicicleta atrás de mim.
“Me passa seu celular!”
“Não tenho celular, moço...”
“Então a bonitinha vai fazer gracinha?!”.
Havia me deixado enganar pela esperança de ser uma cantada. Quanta ingenuidade!
Deparei-me com outro rapaz me cercando meio de lado, meio de frente. Formávamos um triângulo de medo. Cada um lançando silenciosamente o pavor do que poderia dar errado na respiração do outro.
O segundo integrante da dupla que me abordara, gritando “passa a grana” meteu a mão na minha bolsa, pendurada ainda a tiracolo no meu corpo. Avistou a câmera digital e há poucos milésimos de segundo da conclusão de seu ato, antes mesmo que pudesse fugir aliviado por ninguém ter testemunhado sua prática (incrível como nessas horas o cenário parece ser magicamente substituído pelo vazio de um deserto), eu, que sempre fui contra reações, gritei.
Não fora um grito qualquer. Nem mesmo as mocinhas apavoradas de filmes de terror poderiam me superar. Nem mesmo um berro de criança desesperadamente mimada. Não fora apenas um grito, mas sim um evento chamado “socorro” que fizera com que os rapazes de olhos arregalados pudessem apenas pronunciar “sujou” e fugir em pedaladas descontroladas.
Eu tremia absurdamente e ao mesmo tempo que uma lágrima escorria, um sorriso traduzia a alegria de apenas continuar a minha eterna busca de sei lá o quê.
Não fosse a coragem completamente inconsciente que colocava à tona um risco de vida, não teria até hoje, registrado pela câmera, a imagem da morte de uma nostalgia:

















Ps.: Não incentivo de forma alguma a reação à assaltos. Foi um ato descontrolado, talvez inconsciente. Sei que agi de forma errada.

domingo, 6 de março de 2011

Registro de Um Dia (Massagem no Ego)

Uma preguiça de escovar os dentes... Escovei. Olhei bem pra minha cara inchada e me imaginei em um lugar bem diferente daquele banheiro. Uma praia, uma cachoeira? Qualquer coisa com água, que me arrancasse aquele calor.
Cheguei à sala ainda de pijama e dei de cara com a pessoa que eu menos poderia encontrar naquele estado! Conto já.
Corri para o quarto logo após o olho arregalado e o suspiro de susto. Fechei a porta, encostei na parede: NÃO! Ele não poderia ter me visto assim... Jamais sairia daquele quarto novamente, viveria entocada pela vergonha do cabelo de leãozinho para sempre.
“Larga de ser boba menina, vem cumprimentar o João!”.
João! Um dos meus amores de infância, vizinho que havia se mudado e não via há anos, ali, na minha sala.
Troquei-me, penteei-me, fui. Quando finalmente chego pra cumprimentá-lo o celular dele toca: “Ok amor da minha vida, acalme-se já estou indo”.
Amor da minha vida? AMOR-DA-MINHA-VIDA?!
Ahhhhh mas no impulso só me veio aquela vontade de ter saído de pijama mesmo, com o cabelo parecendo que tomei choque, remelas no olho e bafo!
Mas confesso que foi bem melhor ouvir o famoso “nossa, como você está bonita, encorpada, o tempo te fez bem...”. Ô clichê que põe a gente lá em cima, viu! Pode até ser mentira, mas faz um bem danado pro ego. Minha mãe rindo.
Ele teve que ir embora resolver não-sei-o-quê com a namorada.
Fui almoçar com a minha mãe. Almoçamos boas risadas, nostalgia e lasanha.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Registro de Um Dia (O Sonho Quase Real)

Dia desses tive uma loucura na cabeça que foi de registrar tudo o que eu fiz e senti, desde a hora de antes de abrir o olho, até o último suspiro de gente acordada.
Besteira minha, que era só pra saber como é esse negócio de diário detalhado, que uma vez ouvi falar na minha imaginação de criança.
Engraçado é que eu lendo a listinha aqui do lado e escrevendo tudo de novo em forma de texto, lembro dos conselhos da professora de redação do colegial: "anota antes em um rascunho suas ideias, tudo o que você sabe e lembra acerca do tema. Depois vai espalhando tudo no texto sem esquecer de fazer introdução, desenvolvimento e conclusão. Deixa o título por último, que é pra combinar melhor com o que você escreveu. Não faz título comum, com frase de propaganda de televisão, pensa em algo bem criativo". Desculpa pelo meu título, professora. Saudades de você, independente de estar lendo ou não.
Sabe quando a gente confunde sonho com realidade? Eu carregando um tijolo amarrado com corda bamba na cintura. Comecei a correr, ele batendo na minha coxa, de lado, em tempo de quebrar. Quebrar ele e a minha perna. Uma suadeira por causa do sol escaldante. Nem sabia que lugar era aquele que eu estava e nem para onde eu lá ia, como diz minha vó Clara.
Quando abro os olhos, minha mãe batendo com um livro na minha perna: "vai levantar pra ler seu livro hoje não? Já são meio-dia, esse calorão e você dormindo até agora, nesse quarto fechado, toda suada". Sem entender o que era aquilo, não sabia ao certo se eu estava na rua desconhecida ou se estava realmente no meu quarto. Olhava assustada pra cara da minha mãe.
Peguei meu celular na escrivaninha, do lado da cama. Quando acendi a luzinha, presenciei uma mentira de uma hora: eram 11 da manhã.
Inspirei fundo e soltei o ar todo de uma vez: "isso é jeito de acordar a gente, mãe?!". Saiu até meio nervosa do quarto, pelo jeito que eu falei. Mas é que ela não sabe a agonia que é correr com um tijolo amarrado na cintura.































Ps.: vou contando em doses homeopáticas, a loucura que foi esse dia meu. Até breve!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Porque eu sou apenas tão alto quanto meu coração me deixará ser

-


O Lado Positivo

(O rapaz partiu para sua viagem...
... Ele levou todos os encargos da vida em suas costas)


Eu encontrei um homem de dois pés de altura (0,70 m)
Esse homem era muito ambicioso
Em um mundo que é tão vicioso para todos nós.
Eu disse oi
Ao que ele respondeu, ele disse:
Ouça a essas palavras que eu tenho vivido por toda a minha vida

Você é apenas tão alto
Quanto seu coração te deixará ser
E você é apenas tão baixo
Quanto o mundo te fará parecer
Quando a caminhada ficar agitada,
E você sentir que pode cair
Apenas olhe pelo lado bom,
Você tem aproximadamente seis pés de altura (1,82 cm)

Eu encontrei um homem de doze pés de altura (3,65 m)
Ele parecia um gigante
Em um mundo que era desafiador da altura dele
Eu disse oi, ao que ele respondeu, ele disse:
Ouça a essas palavras que eu temi toda a minha vida

Você é apenas tão alto
Quanto seu coração te deixará ser
E você é apenas tão baixo
Quanto o mundo te fará parecer
Quando a caminhada ficar agitada,
E você sentir que pode cair
Apenas olhe pelo lado bom,
Você tem aproximadamente seis pés de altura (1,82 cm)

Eu sou um homem de seis pés de altura (1,82 m)
Apenas procurando algumas respostas
Em um mundo que não responde a nenhuma delas
Eu direi oi,
Mas não responderei às cartas que você escreve
Porque eu encontrei alguma paz de espírito

Porque eu sou apenas tão alto
Quanto meu coração me deixará ser
E eu sou apenas tão baixo
Quanto o mundo me fará parecer
Quando a caminhada ficar agitada,
E eu sentir que posso cair
Eu olharei pelo lado bom,
Eu tenho aproximadamente seis pés de altura (1,82 m)







Ps.: olhe nos olhos. Está cheio de gigantes por aí.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Feito eu, feito você... Perdido em pensamentos"

Hoje eu compreendo que as coisas que eu não vejo, às vezes fazem muito mais sentido que essas tocáveis, vazias que são de esperança em si.
A espera pela realização de um sonho, a falta que algumas pessoas fazem, a saudade, o passado, o mistério do futuro, a ansiedade, a busca. Isto que pra mim é fé.
Depois que um sonho é realizado, termina o medo de que ele possa não ser. E por mais que falemos que precisamos de perder o medo de viver, porque ele atrapalha muita coisa, precisamos mesmo é de uma pontinha dele. Mas é que, voltando no sonho, é em sua realização, em seu fim, que começa o seu vazio.
Foi-se a espera, os dias de desejo e ansiedade. Conseguiu-se o que queria. Que delícia! Mas acabou. É preciso outro sonho, outra realização, outra delícia, outro vazio.
É por isso que eu acredito em Deus, esse sonho interminável em vida.


___,,___


"E__e não esquecer que a estrutura do átomo não é vista mas sabe-se dela. Sei de muita coisa que não vi. E vós também. Não se pode dar uma prova da existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar. Acreditar chorando".
[Clarice Lispector]
Ps.: Um beijo pra quem tem sonhos.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sentimentos de Férias

Tempo de renovar as energias, tempo de ter mais tempo livre, tempo de matar saudades de pessoas que estavam distantes, tempo de fugir de algumas pressões.
Ultimamente uma certa sensação que ainda não sei definir se é boa ou ruim, tem me rondado. Saber que essas são as últimas férias durante a graduação me deixa um pouco confusa.
De repente começo a ouvir declarações de amigos, agradecendo pelos anos que passamos juntos, deixando claro que se trata do ano da nossa formatura. Familiares também perguntam em que área pretendo atuar, o que tenho sentido, o que quero, para onde eu vou. E sei que daqui para frente, essas declarações e perguntas só vão se intensificar, já que tenho somente mais um semestre de Curso.
Confusa eu fico, porque ao mesmo tempo que aliviada e feliz por estar realizando essa conquista de formar e formar para a profissão na qual eu me encontro, sinto-me já com saudades. Grandes saudades daquela rotina, às vezes cansativa, mas necessária, daqueles amigos, professores, ambiente, até dos conflitos, tão essenciais. Já sinto falta da cidade terrivelmente calorenta, do pensionato, dos vizinhos, das festas, de tudo aquilo que aconteceu durante a faculdade e que somente quem viveu e compartilhou de tudo isso é que sabe o tamanho da grandeza desse tempo.
Calma, eu sei. Ainda tenho 1 período para viver tudo isso mais um pouco, mas me parece tão rápido... Que pelo menos seja intenso!
Tenho tantos planos para depois da formatura. Tantos desejos! Eu sei o que eu quero. Espero que eu consiga primeiramente fazer por onde. E deixar assim que aconteça o que o destino, o que Deus me trouxer.
Agradeço desde já por todos aqueles que, junto comigo estudaram, compartilharam angústias, felicidades, segredos, torceram por mim, apoiaram-me, puxaram-me a orelha, criaram laços, saíram, beberam, riram, choraram, ensinaram, aprenderam, dividiram, multiplicaram, viveram.
Só quero continuar agora, buscando por aquilo que desejo: estar bem.
Um feliz 2011 para todos nós e que a cada nova etapa as esperanças se renovem.
Que não sejam palavras ao vento.

Até breve.
Beijos,
Nanda.