quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Finalizando o texto sem fim

Como estão os meus leitores?
Como puderam perceber já pelo título, o post de hoje é para "finalizar", o texto começado no dia 3 de novembro e parcialmente desenvolvido ontem.
Vamos lá?

~~~~~

Resgatando aqui aqueles sentimentos do dia 3, posso me lembrar de uma noite especial. E quando usamos a palavra "especial", sempre fica aquela sensação de que alguém esteve conosco e realizamos juntos algo que marcou, não é mesmo? Mas não necessariamente o "especial" precisa ser traduzido assim. Um exemplo é como foi comigo: sentia-me tão só. Procurava por algo que me trouxesse uma sensação nova, alguma inspiração. E foi justamente em um livro, aparentemente tão simples e infantil, que a encontrei. Mergulhei naquela história como se fosse uma personagem da mesma. Fazia relações com a minha vida e me emocionava tanto! Como não ser então, mesmo sem companhia, uma noite como aquela especial?
Às vezes quando olho pro espelho, não me reconheço! Pergunto-me assustada, quem seria aquela diante de mim. Chego a duvidar que eu e aquela somos a mesma pele, o mesmo olhar, o mesmo sorriso, a mesma pessoa. Percebo então que não somos mesmo... Aquela, diante de mim, não passa de uma representação visual, sem sentimentos, sem história. Aquela é apenas uma imagem que não carrega tudo o que eu carrego aqui dentro. Aquela não é formada, como eu, pelas interferências de pessoas especiais que fazem de mim o que hoje sou.
E principalmente, o que HOJE sou. Hoje, que completo mais um ano de vida. Que renovo esse ciclo de viver, com um banho de abraços, de mensagens, surpresas e sorrisos. Que sinto-me tomada por uma sensação inexplicável de recomeço, de novas perspectivas.
Há quem diga que é uma data como outra qualquer, em que apenas se fica um ano mais velho.
Considerando toda a minha trajetória e concepções acumuladas, não consigo enxergar a vida como sendo constituída por dias em que ficamos APENAS mais velhos. Sendo aniversário ou não, estamos constantemente aprendendo, errando, modificando, construindo, desconstruindo, reconstruindo, conhecendo, equilibrando, desequilibrando, julgando, crescendo, criticando, pensando, falando, comendo, trabalhando, amando, vivendo.
Agradeço imensamente a todos os que me cativaram até hoje. Eu preciso de cada um de vocês, que sabem muito bem quem são. Eu necessito de vocês, assim como vocês necessitam de algo de mim. Eu quero sempre poder trocar algo com vocês, então não me tirem essa oportunidade. E é claro, chamem a minha atenção, não me deixem perder de vocês, quando um dia eu chegar a quase desaparecer. Vamos juntos, manter tudo isso de mais gostoso que construímos. E vamos assim desconstruir, reconstruir algo novo, se necessário for!
É nesse dia 17 de novembro de 2010, que "finalizo" um texto que só será finalizado de fato, com o fim da vida de cada palavra escrita aqui.
Quero deixar registrado o quanto emocionante esse dia foi para mim:

Foram tantas ligações! Tantas demonstrações! Tantas palavras e gestos! É uma alegria imensa ter recebido tudo isso! É uma pena grande isso ser tão intenso assim em apenas uma vez no ano. Mas agradeço hoje por ter a oportunidade de viver, aproveitando sempre da melhor forma o meu presente, lembrando e levando o melhor do meu passado e esperando sempre o que de melhor está por vir.
Observo agora a janela do meu quarto... Sabe, eu tenho uma visão feia daqui. É muito feia! Olho pela grade e vejo um milharal, uma parede de concreto do vizinho e uma antena parabólica. Mas hoje, incrívelmente hoje, deparei-me com algo nunca presenciado por mim dessa janela.
Uma chuva caía forte e, enquanto eu me lamentava da minha visão feia, ela diminuía. Nuvens lindas foram preenchendo o céu cinzento e um azul que reluzia no mais profundo da alma foi sendo colorido por lá. O sol, foi aos pouquinhos aparecendo ali. Nossa... Ainda não acredito na beleza da transformação da minha vista feia: um arco-íris foi sendo pintado no céu e em mim.
É, como pode ser o meu aniversário, apenas um dia em que fico mais velha? Se eu pudesse descrever o tamanho dessa alegria que não cabe no meu próprio tamanho, saberiam como me sinto agora. Que sortuda eu sou!
Despeço-me por hora, com uma singela representação do que presenciei aqui. É a força da beleza da natureza, tornando mais rica a visão feia da minha janela que nunca mais será a mesma.




Beijos cativantes!

[.]

Um comentário:

  1. E que paisagem feia, mesmo! Que eu tanto critiquei durante as minhas passagens pela avenida 27! rs Vai entender, né! Mais uma vez, Fernanda, brilhantes as palavras! Quimérica o título, a alusão foi perfeita! Ficou tocante, ficou sincero... Ficou lindo, simplesmente lindo! Como os seus outros textos, como seus conselhos... Ainda mais num dia tão especial como este, nada melhor do que dar os parabéns a si mesmo, afinal de contas, não?! Fundamenta! E como não se lembrar de você nesse dia tão especial?! Não te enaltecer, não comemorar contigo! Não seria a mesma coisa. Acima de tudo, cada palavra neste texto fantástico expressa toda a sua felicidade e agradecimento! Nega "véya" de sempre, meus parabéns! Meus parabéns pra VOCÊ!

    ResponderExcluir