sábado, 28 de agosto de 2010

Agora eu já sei

Sam: O que foi?
Ian: Eu te amo.
Sam: Ah, eu também te amo...
Ian: Quero dizer porque te amo!
Sam: Rs.. É que está chovendo, você está sentindo?!
Ian: Preciso dizer e você tem que escutar... Eu te amo desde que te conheci! Mas não me permiti sentir isso verdadeiramente, até hoje... Eu estava sempre a um passo a frente, tomando decisões pra me livrar do medo. Mas hoje, pelo que aprendi com você... Hoje, cada escolha foi diferente e a minha vida mudou completamente! Eu aprendi que quando se faz isso, vive-se inteiramente. E não importa se você tem 5 minutos ou 50 anos... Se não fosse por hoje ou por você, eu não conheceria o amor. Então obrigado por ser a pessoa que me ensinou a amar! E ser amado...
Sam: Eu não sei o que dizer...
Ian: Não precisa dizer nada. Eu só queria dizer isso...

(Uma chuva, um beijo demorado... "Obrigada". E um triste FIM.)

Agora já sei exatamente porque choro ao assistir filmes de romance. Principalmente este.
Porque eu já amei.
E já fui amada...
Ao mesmo tempo.
Não, não existe sensação melhor neste mundo!!!
E mesmo se eu morresse hoje,
se o meu dia terminasse aqui,
eu estaria feliz por ter vivido...
i-n-t-e-i-r-a-m-e-n-t-e!
Mesmo que por um pequeno espaço de tempo.

[Filme: Antes Que Termine o Dia]



















































E eu vou deixando pro acaso
E eu me despeço com um abraço
Saiba que eu não vou te esquecer
Mas eu preciso de um espaço
Pra desfazer aquele laço
Que me envolvia a você

(Nanda C.)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Identificação

Trechos de um dos meus filmes favoritos.
Um dos melhores que já assisti em toda minha vida.
Identifico-me.

[O Fabuloso Destino de Amélie Poulain]

"O mundo parece tão morto, que Amélie prefere sonhar até poder partir".

"Amélie não tem namorado. Tentou uma ou duas vezes, mas o resultado não foi o que esperava. Em compensação, cultiva um gosto particular pelos pequenos prazeres".

"O tempo não mudou nada. Amélie continua se refugiando na solidão. Diverte-se com perguntas idiotas sobre a cidade à sua volta".

"Não sou a 'doninha' de ninguém".

"Se parece distante talvez seja porque está pensando em alguém.

Em alguém do quadro?

Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar e sentiu que eram parecidos.

Em outros termos prefere imaginar uma relação com alguém ausente a criar laços com os que estão presentes.

Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.

E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai por ordem?

Me conta: o garoto com quem ela cruzou, eles se reviram?

Não. Eles não se interessam pelas mesmas coisas.

Sabe, a sorte é como o Tour de France. Esperamos tanto e passa tão rápido. Quando chega a hora, precisa saltar sem hesitar."

"O medo do tempo que passa, nos faz falar do tempo que faz".

(depois continuo)


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Palavras...

... estampadas em um lugar aonde eu poderia MORAR!
Plantadas aonde eu ainda quero e vou voltar...
Quanta saudade daquela viagem!
Quanta verdade e mágica em um só lugar!
Um clima gostoso, sons, sorrisos e memória.
Tudo guardado em mim.
Inteligência e sentimentos. Palavras.




























Post dedicado à Lud,
companheira de viagem, de farra, de música, de confidências, de dancinhas malucas e amores platônicos. Beijo meninë.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Revolta (I)

Nossa, olha lá!
Tão linda, mas trabalha de empregada!! Alguém tem que arrumar outra coisa pra ela.
E aquela gordinha ali?
Tem um rosto tão bonito! Se emagrecesse ia ficar linda, mas tá muito feia assim.
Hoje eu estava indo pro trabalho e vi um cara tão bonito! Mas ele era "lixeiro", coitado.
Não menina! Você que não sabe...
Lembra daquele gato, que trabalha naquela loja de roupas masculinas?
Lembro! Lindo...
É! Mas é gay!
(...)

Empregada, gorda, "lixeiro", gay.
Analfabeto, feia, magrelo, negro.
Chata, deficiente, pobre, excluído.

Não é o adjetivo o principal motivo de ofensa.
É o "mas".
As feias então devem ser empregadas?
Quem tem rosto lindo tem que ser magra?
Tem que ter rosto lindo? Pra quê?!
Tem que ser coitado? Coitada?
Tem que seguir padrão?
Ah! Tem que ser minoria.
Porque "excluído", pelo menos no Planeta aonde eu vivo, não é minoria não.
É maioria, e é maioria massante.
E ainda tem que encaixar em padrão social que a mídia impõe, que a religião impõe e que a família e a escola ajudam a disseminar.
Não tem adiantado eleição, gente! Quem comanda o Brasil já tá eleito a tempos: Rede Globo.
Tem que ser bonito, rico, corpo bacana, roupa de marca, se tiver olho claro, de preferência...
É feio? Pobre? Homossexual, bi, tri, trans? Morre!
Ah, mas a novela trabalha inclusão! Hãn?! Só se for na sua televisão... Porque na minha é tudo mascarado! Tem algo negativo por trás: precisam vender produtos, manipular mentes, fazer propaganda, preparar nós, robôs, para que não reajamos a tudo isso.
Não vai fazer o que a Igreja fala? Desculpa, mas então você vai pro "inferno"!
Agora me mostra aqui... Mostra um que vai pro "céu"...
Sim, eu creio em Deus.
Mas não nesse machista e impositivo que tentam me convencer em acreditar.
Já perdi até o rumo. Saí do foco do meu post.
Meu recado é simples: apenas não tente criar um modelo único e ideal. De crenças, de opiniões, de comportamentos, de escolhas, de vida, de nada! Nem de mim, nem de ninguém.
Porque não existe ideal. Pelo menos eu nunca vi.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"Corações doentes precisam de repouso e tratamento"

"Uma menina me ensinou... quase tudo o que sei. Era quase escravidão, mas ela me tratava como um rei. Ela tinha muitos planos, mas eu queria estar ali, sempre ao lado dela, eu não tinha mais pra onde ir. Ela também estava perdida, e por isso também se agarrava a mim. Não tínhamos mais ninguém... E ela dizia que ainda é cedo, ainda é cedo. Um dia ela disse: eu não sei mais o que sinto por você... Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê".

E o que sinto, apenas dor.
Mas hoje eu sei que tudo passa...
Ah! Como eu sei!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

É como uma dança

em que se troca de passos,
em que se cria,
em que se permite entregar a novos movimentos.
É como uma dança.
Em que se imagina,
em que se erra,
em que se inventa,
em que se voa alto em pensamento,
enquanto os pés estão firmes no chão.
E mesmo que se levantem e o corpo se coloque de ponta-cabeça,
uma hora eles voltam pra lá.
É como uma dança,
em que se representa algo,
e se apresenta a alguém.
Ou não.
Ou se posiciona frente ao espelho,
e se observa aonde é que está bom,
aonde é que precisa mudar.
Mudar.
Mudar é como uma dança.
Mudança.