segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sistema Imunológico Decadente

Cabeça de chumbo,
garganta de ouriço,
ouvidos de vuvuzela
e olhos de mosquito.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Amerzade

A amerzade me xinga de tudo quanto é coisa que você pode imaginar! Idiota, imbecil! Ela me manda calar a boca! A todo tempo ela faz chacota!
Faz chacota comigo, faz chacota de mim, faz dela mesma!
Mas eu também não deixo barato e boto a danada pra pagar uns bons de uns trocos! “Sua cachorra!”.
Com a amerzade eu tenho a tranqüilidade de às vezes deixar um trabalho pra mais tarde, pra conversar sobre a vida, falar de nossos signos, pra descobrir coisas sobre a nossa personalidade, pra rir da vida alheia, da nossa, e pensar no quanto estamos ferradas. Sem culpa. Porque a vida não vai passar, ela está passando e não pode ser só seriedade não. Aaaah! Quem é que nunca deixou uma obrigaçãozinha de lado para o próprio bem? Nem que seja pra um leve inflar do ego?
Quando é preciso a amerzade me dá um puxãozinho de orelha! E eu dou nela. Ela já riu comigo, já chorou comigo, já me perdoou quando eu pisei na bola com ela, já me fez pensar na vida e nas besteiras que faço, já me fez agir na vida, já me marcou com coisas boas demais! Tão boas que me fez até esquecer alguma irritaçãozinha, ou um ‘aff’ de momento. Mas nem sei se ela sabe! (Agora sabe...)
Eu acho engraçado quando a amerzade para pra pensar no futuro e diz: “quando eu for casada, lá pelos meus 40 e poucos, vou falar de fulano e fulana para os meus filhos... e vou falar: ‘nossa! O que será que foi feito dele (a)’”. Eu gostaria demais que lá pelos 40 e poucos, ela se lembrasse de mim. Mas aí que ela pegasse o telefone, ou fosse lá em casa e dissesse: “oi Nabo! Falei esses dias para os meus filhos de você... A gente riu um bocado!”.
Sempre que toca música daquela banda eu me lembro dela! Aí eu me lembro de ela falando do “fulaninho” ou do “fulanão”. Fulanos que mexem com o coração ou outras coisinhas referentes a ela! Haha! Os flerts na rua com desconhecidos bonitões, os Milk-shakes de domingo, os papinhos engraçadinhos de num sei o quê, as horas de orelhinhas vermelhinhas a queimar (as dos outros, claro!), a falta de adrenalina, ou a adrenalina em excesso, as confissões, as coisas que "acho desnecessário!!!", as delicinhas e as porcarias em comum, e as que são totalmente opostas: não dá para deixar isso de lado, como somente uma amizade a mais, que um dia vai se perder no tempo.
Não declaro eternidade no tempo do “para sempre”. Mas que agora, neste instante, há eternidade... Isso há!
Eu sei que você está aí lendo, toda instigada, nervosinha e p* comigo, pensando que p* de palavra "amerzade" que é essa!
Aaaah amerzade! Você que não sabe o quanto é especial e importante pra mim. Você que não sabe o quanto me marca e como me faz sentir bem ao seu lado! Eu realmente gosto de você! Olha amerzade, não esquece não, tá?! Pra mim, você é amizade de verdade. Amizade-verdade. Minha querida “amerzade”.

Ps.: (não leiam!) Tamo junto meirmão! pá selvageria e pu crime! Ó... gatinha selvagem, conheço só uma! Confessa aí, que você "me ama loucamente!" hahahahahaha

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mais ou Menos

Tão relativo sentir-se bem, que nem consigo entender aonde estou.
É, eu não estou bem.
Sinto que preciso tomar decisões... Por mim mesma.
Não por outros, porque só posso decidir por aquilo que sinto na pele. E só vou tomar atitudes após a segurança. Não de ter certeza, mas esperança de que tal maneira será melhor.
E melhor pra quê?
Pra que a vida deixe de ser distante, deixe de ser uma promessa não cumprida.
Tantas pessoas como eu agora!
Até sei de algumas...
Quem é que se sente pleno? Pelo menos com a impressão de estar "completo"?
É tão raro...
Eu quero colorir esse papel cumprido com as cores mais belas que eu encontrar!
Enfeitar essas paredes com os mais belos cartazes, pra sentir gosto em olhar...
Fazer aflorar nessa estrada, as mais belas paisagens.
Eu quero deixar de falar "eu quero" e falar "eu faço, eu estou, eu sou, eu convivo, eu vivo".
Fui deixando tantas coisas acumularem, que estou no meio de uma bola de neve de confusões.
Às vezes eu me acho tão egocêntrica, e sinto que penso demais em mim!
Mas estou percebendo que isso não é o que me sobra... é o que me falta: cuidar de mim.
Só depois disso é que conseguirei me compartilhar com as pessoas.
Anseio por isso.
Seja família, amigos ou romance: preciso daquele friozinho na barriga, daquele sorriso bobo, só de lembrar das pessoas, ou de conviver bem com elas! Preciso da saudade, do susto, da vontade, do desejo, da paixão, da cumplicidade, da diversão, do diálogo, do compromisso, da harmonia, da chatice, das coisas simples e gostosas do cotidiano, da tristeza, do crescimento, da dor, até da fadiga, pra depois a luz. Preciso da emoção que for, mas que seja intensa e verdadeira.
E falando em verdade, é que eu cansei de ser esse "mais ou menos" que eu sou.

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"Não seja assim tão dura com as palavras... / Lave bem as suas mãos antes de se decidir"

segunda-feira, 14 de junho de 2010

HahaNand(inh)a

Colocar meus gatinhos dentro do forno ou da geladeira; ter 15 gatos de uma vez só; fazer a melhor babá da face da Terra contar pra mim a mesma história umas 3 vezes antes de dormir, depois de ela ter chegado morta do Curso (saudades Valquíria! Sempre me lembro de você); ver a Teca (cadelinha da minha irmã) comendo formigas e morrer de vontade de fazer como ela, mas não ter coragem e aí criar coragem, comer e descobrir que o gosto é horrível; achar que as bonecas ganhavam vida durante a madrugada e planejavam como iriam me matar; subir na parte mais alta do sofá e achar que era a pessoa mais alta do mundo, e ainda pular de lá e achar que de tanto 'treinar' aquilo, uma hora eu conseguiria voar; ficar rica comprando guloseimas no supermercado e vendendo mais caro (para os meus parentes) dentro de uma barraquinha que eu tinha; organizar peças de teatro com as minhas primas nas férias e fazer todos os meus parentes pagarem 1 real cada, para assistir a nossa peça; subir em cima da casa pra chupar manga ou comer goiaba vendo o pôr-do-Sol; bater (na verdade apanhar... mas eu bati também, sério!) em uma amiga porque eu queria assistir um canal de TV e ela outro (não esqueço disso Julinha!); ver a minha irmã tocando violão, pegar ele, ligar o som bem alto e "tocar" junto com a música (na verdade bater os dedos nas cordas, quase arrebentá-las e matar minha irmã de tensão); comer "passatempo" assistindo Chaves na casa da minha prima; achar que já era bem adulta depois do primeiro selinho na boca; achar que eu era adotada e que meus pais esconderiam isso de mim para sempre; acreditar fielmente que todas as pessoas do mundo eram alienígenas, inclusive eu, só não tinha descoberto ainda... achar que ficaria careca como meu pai, quando eu ficasse mais velha; odiar quando o dono da perua que me levava pra escola me chamava de 'Fernandinha', porque sentia como se ele estivesse me rebaixando (todos podiam me chamar de Fernandinha, mas ele era diferente! Não curtia não...); fugir para a casa da vizinha e pedir coisas dela, como aqueles batons que fixam na boca e não saem nem com reza braba, ou correr por toda a casa, gritando coisas sem sentido (saudades Isabel, Mafalda e Márcia que sempre me trataram muuito bem - e me aturaram); querer ser o centro das atenções; odiar ter que ajudar minha mãe com a limpeza da casa; fazer ginástica olímpica, vôlei, futebol, natação e handebol e ter medo de ficar como uma daquelas mulheres fisiculturistas; achar que se colocasse um fio de cabelo dentro de um copo com água ele se transformaria em uma minhoca; esconder embaixo da cama quando vi pela primeira vez um balão (daqueles com cestinha, dos mais lindos!) passar por cima da minha casa; toda noite apertar a campainha da casa da vizinha até ela fazer o filho dela me passar o maior susto do mundo e chamar a minha mãe pra conversar na casa dela (e aí só se ouvia uma gritando com a outra e se percebia meu medo, tremendo que nem vara verde, de apanhar feio); apanhar de vara; correr na rua da minha mãe correndo atrás de mim com uma vara; fazer manobras de patins, como andar de costas, pular calçadas e hoje não saber mais nada disso; apostar corrida de patinete com a vizinha, aparecer uma p* de uma pedra bem no meu caminho, sair literalmente voando do patinete, dar um mortal pra frente, sair rolando e não machucar (juro que não é exagero); conversar toda noite com a minha vizinha (Laísa) na porta da casa dela até altas horas (naquela época era possível fazer isso em Uberlândia), e ver uma mula sem cabeça passando na rua (é sério isso cara! Se nós duas vimos... não tem como ser invenção! Exiiiiste!); ver um duende no meu quarto; ter medo de assombração e barata; não gostar que facas e outros objetos pontiagudos ficassem apontados para mim, como se fossem sair voando pro meu lado e me matar; crescer e continuar acreditando no poder mágico das coisas simples, ou simplesmente não deixar nunca de ter a alma de uma criança. Querer ter para sempre a HAHANandinha dentro de mim.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mudar

Eu acredito em meus planos, mesmo quebrando a cara.
Afinal, não existe somente um caminho a seguir!
Se de um jeito não der certo, eu vou tentando de outro.
Não sei se vou conseguir... Mas desistir, não!

Ir em busca do que desejo!
É esse um dos meus princípios para viver... bem.