sexta-feira, 19 de março de 2010

Doe-se, mas não se assuste com o que pode encontrar

Eu fico aqui pensando, em vocês aí pensando. Enquanto comemos, enquanto dançamos, enquanto andamos pelas ruas da cidade, enquanto fazemos diversas atividades, estamos sempre... pensando.

Eu fico pensando em você aí com as suas dificuldades, com seu peito calejado de doer ou com seu sorriso doloroso de tanto se abrir em felicidade.

Poucas são as pessoas que sabem agora o que está acontecendo exatamente contigo. Quase ninguém sabe do que se passa aqui dentro. Sigilo, segredo? Nem sempre... Refiro-me apenas à multidão, à massa de pessoas nesse mundo... Quantas delas conhecemos? Pouquíssimas para qualquer um que as compare com a população mundial. E das que conhecemos, quantas são realmente nossos amigos e podemos contar? E das que podemos contar, com quantas você desabafa sobre o que acontece contigo? Dá para contar nas mãos não é? Alguns dedos... E dessas que se contam nos dedos, quem realmente se importa e quer te ajudar, ou compartilhar o seu momento? Sobrou alguém? Pra mim sobrou, nesses poucos dedos que restaram.

Mas... ainda bem! Imagina se abrir com a multidão? Algo que eu não consigo nem pensar... Eu me desabafando com milhares de pessoas, contando os mínimos detalhes de minha vida?

Seria até natural se fossemos pensar em um outro modelo de sociedade. Onde as pessoas se compreendessem melhor, procurassem entender quem são elas mesmas e quem são os outros, se aceitassem do modo que são, tivessem disposição de ouvir, e dentre tantas e tantas coisas modificadas, não julgassem tudo o que o outro faz sem ao menos ouvir o seu motivo, ou procurar saber que motivo é esse.

Eu fico aqui pensando... Até aonde eu posso contar com alguém? Até aonde esse alguém pode contar comigo? Doar-se ao outro sem esquecermos de nós mesmos, doar-se sem julgar. É o que eu tenho tentado.

Ps.: Inspirada pela conversa de hoje com o Thiago... Te adoro demais nego véio! Meu melhor amigo macho. Hahaha. Beijo!

Um comentário:

  1. Dá pra acreditar? Escuto "Helena" enquanto escrevo sobre seu belíssimo texto. rs Irônico demais, não? Eu que tanto crítico o gênero adotado pelo My Chemical Romance...
    Não fazem tantas horas que passei em frente ao seu quarto e notei que escutava essa música. Pode parecer estranho, mas acho o nome da banda interessantíssimo!

    Vamos viver um "romance químico" com a vida... Vamos deixar com que as reações entre os tantos átomos se processem sem tomarmos conhecimento disso. Vamos deixar que os elementos de nossa existência se dissolvam ao final de nossos dias, para que ao amanhecer, os mesmos possam se configurar numa nova propriedade, até então desconhecida. (Aquilo que às vezes chamamos de futuro...) Vamos sonhar com aqueles momentos, em que o oxigênio falta e as palavras não saem; ou que a adrenalina toma o controle do cérebro para deixar tudo mais dinâmico, mais bonito! Vamos viver esse romance químico com a nós mesmos. Com a felicidade de frações de tempo. Deixe-se tomar por uma nova perspectiva, usufruindo das qualidades magníficas que você já conquistou com este amadurecimento precoce.

    O pequeno texto acima é só minha maneira modesta de agradecimento... Pelo carinho e pela amizade de um dos poucos grandes amigos que o mundo me reservou.

    A forte Fernanda!

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