quarta-feira, 31 de março de 2010

Indiferença


Um castelo enorme, rico e deslumbrante de se apreciar!
Enterrado...
Quem sabe habitado novamente, mas com outro ser encantador...
Um 'não' imprevisível foi lançado
O que era quase certo, deletado.

O que mancha a estrela daquele céu que não existe mais,
é a falta daquele brilho lunar!
Que mesmo que não próximo, poderia manter carinho...
Mas a Lua não quis, e a estrela segue o seu caminho

Não dói a falta de amor,
dói a palavra pintada em falsa cor.

Foi brilhar pra outro alguém.
Sem se importar com esse quem...

Já que então HÁ um tanto faz...
a estrela vai sem olhar pra trás.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Eu preciso de você

“Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela...”
(Adriana Calcanhoto – Esquadros)

Tentamos achar que o que acontece não é tão mal...
I-LU-SÃO!
Viver de sonho, é ilusão!
Ele realmente faz parte da vida, e é necessário se quisermos colori-la; se temos ambição.
Mas se ficarmos mergulhados apenas nele, nos limitando a aproveitar o que nos cerca; se ficarmos só vivendo de sonho, vamos fechando nossos olhos ao invés de abri-los, vamos ficando cegos em ação.
Vivemos assim, olhando pela janela os acontecimentos que nos cercam, e infelizmente, a vida que está a nossa volta, já que nossa não parece ser mais. Já que não somos sujeitos participantes dela.
Vivemos de sonhos sem ação. Vivemos de comodismo, de hábito, porque é melhor deixar as coisas como estão do que tentar modificar... É menos pesado! Será?
O que nos impede de mudar? O medo, a dor, a dúvida?
Mas pensemos: mesmo isso nos impedindo, ainda assim não sofremos? Não sentimos vergonha, arrependimento? Não temos dúvidas?
Vamos continuar vivendo sem arriscar? Sem fazer o que tem que ser feito, e o que queremos fazer?
Mesmo que não nos arrisquemos, ainda assim não passamos por diversos tipos de sofrimento?
Se sim, porque então não nos permitir movimentar?
Até quando vamos continuar vivendo presos aos nossos vícios? E antes disso, até quando vamos mentir pra nós mesmos, tentando escondê-los e dizer que não são vícios?
Eu preciso de você, amadurecimento!
Eu preciso de você, reflexão. Eu preciso de você, ação.
Espero que isso tudo dure, e que eu não seja hipócrita de desacreditar, e muito menos caia em armadilhas superadas.

Fui! Correndo...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Doe-se, mas não se assuste com o que pode encontrar

Eu fico aqui pensando, em vocês aí pensando. Enquanto comemos, enquanto dançamos, enquanto andamos pelas ruas da cidade, enquanto fazemos diversas atividades, estamos sempre... pensando.

Eu fico pensando em você aí com as suas dificuldades, com seu peito calejado de doer ou com seu sorriso doloroso de tanto se abrir em felicidade.

Poucas são as pessoas que sabem agora o que está acontecendo exatamente contigo. Quase ninguém sabe do que se passa aqui dentro. Sigilo, segredo? Nem sempre... Refiro-me apenas à multidão, à massa de pessoas nesse mundo... Quantas delas conhecemos? Pouquíssimas para qualquer um que as compare com a população mundial. E das que conhecemos, quantas são realmente nossos amigos e podemos contar? E das que podemos contar, com quantas você desabafa sobre o que acontece contigo? Dá para contar nas mãos não é? Alguns dedos... E dessas que se contam nos dedos, quem realmente se importa e quer te ajudar, ou compartilhar o seu momento? Sobrou alguém? Pra mim sobrou, nesses poucos dedos que restaram.

Mas... ainda bem! Imagina se abrir com a multidão? Algo que eu não consigo nem pensar... Eu me desabafando com milhares de pessoas, contando os mínimos detalhes de minha vida?

Seria até natural se fossemos pensar em um outro modelo de sociedade. Onde as pessoas se compreendessem melhor, procurassem entender quem são elas mesmas e quem são os outros, se aceitassem do modo que são, tivessem disposição de ouvir, e dentre tantas e tantas coisas modificadas, não julgassem tudo o que o outro faz sem ao menos ouvir o seu motivo, ou procurar saber que motivo é esse.

Eu fico aqui pensando... Até aonde eu posso contar com alguém? Até aonde esse alguém pode contar comigo? Doar-se ao outro sem esquecermos de nós mesmos, doar-se sem julgar. É o que eu tenho tentado.

Ps.: Inspirada pela conversa de hoje com o Thiago... Te adoro demais nego véio! Meu melhor amigo macho. Hahaha. Beijo!