quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Diário de Bordo

A chuva batia forte.
Sabe aqueles pingos com circunferência gigantesca que chegam a doer quando caem na gente?
Carros passavam e parece que de propósito os motoristas direcionavam o volante para as poças, com a real intenção de me ensopar com aquela água suja de lama. E daí que a roupa era branca?
Eu não ligava para a chuva, muito menos para a roupa. Só doeria se os motoristas fossem amigos meus, conhecidos de mim.
Sabe que dói quando usam nossas fraquezas contra nós mesmos, né?
Mas sempre aparecia um motorista desvairado.

O sol brilhava mais que tudo no dia seguinte.
Brilhava no horizonte e na alma, que se enchia de esperança com a visão bonita que me alegrava enquanto ser.
Conheci uma senhora tão simpática na rua!
"Tá indo estudar mocinha?".
"Sim e a senhora?".
"Eu tô indo pra minha casa, que é logo ali".
"Ah sim! Nossa, mas tá um calorão né?! Como é o nome da senhora?".
"Tá quente demais, minha filha! Meu nome é Ordália".
"Às vezes acho que vou derreter! Hahaha".
"Derrete não. Olha eu... Andando nesse solão só pra ver a cidade! Gente jovem aguenta melhor".
"Haha! Quanta vitalidade! Eu preciso virar aqui... Bom dia pra senhora!".
"Eu vou indo em frente. Bons estudos. Não deixa de estudar de jeito nenhum, viu?"

Depois de ter atravessado a rua, gritou pra mim de longe: "HOJE EU FAÇO 79 ANOS!". E sorriu, acenando um empolgado tchau.
Claro que voltei e dei um abraço apertado naquela senhora fofa, cheia de disposição.
"Muitas felicidades! Eu quero chegar à sua idade com essa força toda que a senhora tem aí dentro!"
Ela sorriu emocionada e disse: "Você tem um bom coração, menina..." Agradecendo os parabéns.

Segui naquele dia mais leve. Encantada com as simplicidades que ainda habituam meu redor.
Mas levei comigo um pensamento: "a senhora é que não sabe, como está cansado esse coração".

Em uma outra noite chovera de novo.
Chovera dentro de quem não queria mais saber dessas coisas de amar.
Pelo menos não por hora.

Pela manhã, ainda de tempo nublado, ocorreu-me o quanto eu havia caminhado.
A viagem já contabilizava na casa das milhas.
Percebi o quanto já enfrentei, o quanto já caí e levantei. Lembrei-me de Ordália. Vi que passaria ainda muitas vezes por isso.
Mas não seria mais uma decepção que me tiraria do foco. Até mesmo porque ainda faltava muito o que caminhar. Encontraria ainda muitas chuvas e muitas senhoras de manhãs ensolaradas.

Apesar dos pesares, percebia que estava cada vez me aproximando mais do meu destino: queria chegar dentro de mim.
















Ps.: O diálogo com Ordália, que nunca mais vi, é real.
Assim como a minha viagem.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O que permanece

Sei que escrevo. E amo.
Mas o mais intrigante é o porquê de reler sempre o que escrevo.
Escrevo em folhas finais de caderno, escrevo nas beiradas das margens de livros, escrevo em paredes, escrevo no Word, no Blog e não, não escrevo a vida. A vida eu vivo. Porque, por mais que escrever seja uma grandiosidade, o que seria mais apaixonante que o ato de viver? Apenas aquilo que o transcende: o mistério, o amor.
Como as páginas de um livro, fixas e ao mesmo tempo tão manuseáveis, principalmente no movimento de passar e retornar, volto sempre por aqui e clico naquela coluna dos meses, logo ali à direita.
Leio, releio, relembro, concordo e discordo de mim mesma.
Eu leio para saber o que penso, ou pelo menos o que pensava no momento em que escrevi. E que nem sempre está de acordo com o que passei a pensar desde então.
Percebo enfim que o que permanece, representa o que por muitas vezes - quase sempre - é aquilo que não consigo descrever - e que não muda, por mais mutável que eu possa ser: minha essência.


Agradecimentos pela inspiração do dia ao queridíssimo mestre Fernando Sabino.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Amarelado Calendário Sentimental

Está vendo essas folhas amareladas? Essa cor não se apaga, meu bem. Estão grudadas nos dias representados por cada um desses números aqui nesse calendário. Vão passando os dias, os meses, o ano, o outro, mais um. E a cada vez que elas vão ficando ainda mais amarelas, tanto mais o nosso particular vai se entranhando nas minhas lembranças que, naturalmente, vão sendo levadas por essa ventania. Essa ventania que por mais forte que seja, meu calendário sentimental, não vai levar.
Você meu bem, que tem amizade íntima com o destino, que por um certo tempo me ajudou a desenhar o meu, que conseguiu arrancar do mais profundo de mim o que eu nunca havia doado para ninguém: minhas loucuras. Você, que soube me compreender, amar e querer, com tamanha intensidade, sem pedir que eu fizesse o mesmo. E você, que o conseguiu mesmo sem pedir, marcou com a sua Letra um pedaço importante de mim.
Ah, mistério! Meu bibelô, meu brinquedinho favorito! Você sempre me trazendo o inusitado, não é? Paixões repentinas, pessoas especiais que vem e são levadas logo em seguida pelo vento, aquele mesmo que não consegue levar meu calendário amarelado.
Seria preciso um vendaval? Uma tempestade? Tsunamis, furacões? Que tragédia resolverá?
Nenhuma! Nenhuma... Nenhuma.
As coisas que dissemos ficaram gravadas. As nossas ações, internalizadas na memória. O que sentimos não tem comparação, nem preço, nem dúvidas, mas existência também não tem mais. Nem mesmo as loucuras.
Há quem concorde comigo: há sempre quem ama mais, entrega-se mais, sofre mais. E há sempre quem deixa seu calendário voar dentre as confusões. Mas o meu não quer voar.
Como pode algo tão verdadeiro se perder no simples passar do tempo? Talvez seja porque ele não passa sozinho. Coisas vão acontecendo nesse sutil passar.
Seremos sempre (aqui dentro).
Eterno amor.
Mal resolvido.
Por onde for.
A nossa voz ecoa forte, amarelando o meu ultrapassado calendário sentimental.


E FIM.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Finalizando o texto sem fim

Como estão os meus leitores?
Como puderam perceber já pelo título, o post de hoje é para "finalizar", o texto começado no dia 3 de novembro e parcialmente desenvolvido ontem.
Vamos lá?

~~~~~

Resgatando aqui aqueles sentimentos do dia 3, posso me lembrar de uma noite especial. E quando usamos a palavra "especial", sempre fica aquela sensação de que alguém esteve conosco e realizamos juntos algo que marcou, não é mesmo? Mas não necessariamente o "especial" precisa ser traduzido assim. Um exemplo é como foi comigo: sentia-me tão só. Procurava por algo que me trouxesse uma sensação nova, alguma inspiração. E foi justamente em um livro, aparentemente tão simples e infantil, que a encontrei. Mergulhei naquela história como se fosse uma personagem da mesma. Fazia relações com a minha vida e me emocionava tanto! Como não ser então, mesmo sem companhia, uma noite como aquela especial?
Às vezes quando olho pro espelho, não me reconheço! Pergunto-me assustada, quem seria aquela diante de mim. Chego a duvidar que eu e aquela somos a mesma pele, o mesmo olhar, o mesmo sorriso, a mesma pessoa. Percebo então que não somos mesmo... Aquela, diante de mim, não passa de uma representação visual, sem sentimentos, sem história. Aquela é apenas uma imagem que não carrega tudo o que eu carrego aqui dentro. Aquela não é formada, como eu, pelas interferências de pessoas especiais que fazem de mim o que hoje sou.
E principalmente, o que HOJE sou. Hoje, que completo mais um ano de vida. Que renovo esse ciclo de viver, com um banho de abraços, de mensagens, surpresas e sorrisos. Que sinto-me tomada por uma sensação inexplicável de recomeço, de novas perspectivas.
Há quem diga que é uma data como outra qualquer, em que apenas se fica um ano mais velho.
Considerando toda a minha trajetória e concepções acumuladas, não consigo enxergar a vida como sendo constituída por dias em que ficamos APENAS mais velhos. Sendo aniversário ou não, estamos constantemente aprendendo, errando, modificando, construindo, desconstruindo, reconstruindo, conhecendo, equilibrando, desequilibrando, julgando, crescendo, criticando, pensando, falando, comendo, trabalhando, amando, vivendo.
Agradeço imensamente a todos os que me cativaram até hoje. Eu preciso de cada um de vocês, que sabem muito bem quem são. Eu necessito de vocês, assim como vocês necessitam de algo de mim. Eu quero sempre poder trocar algo com vocês, então não me tirem essa oportunidade. E é claro, chamem a minha atenção, não me deixem perder de vocês, quando um dia eu chegar a quase desaparecer. Vamos juntos, manter tudo isso de mais gostoso que construímos. E vamos assim desconstruir, reconstruir algo novo, se necessário for!
É nesse dia 17 de novembro de 2010, que "finalizo" um texto que só será finalizado de fato, com o fim da vida de cada palavra escrita aqui.
Quero deixar registrado o quanto emocionante esse dia foi para mim:

Foram tantas ligações! Tantas demonstrações! Tantas palavras e gestos! É uma alegria imensa ter recebido tudo isso! É uma pena grande isso ser tão intenso assim em apenas uma vez no ano. Mas agradeço hoje por ter a oportunidade de viver, aproveitando sempre da melhor forma o meu presente, lembrando e levando o melhor do meu passado e esperando sempre o que de melhor está por vir.
Observo agora a janela do meu quarto... Sabe, eu tenho uma visão feia daqui. É muito feia! Olho pela grade e vejo um milharal, uma parede de concreto do vizinho e uma antena parabólica. Mas hoje, incrívelmente hoje, deparei-me com algo nunca presenciado por mim dessa janela.
Uma chuva caía forte e, enquanto eu me lamentava da minha visão feia, ela diminuía. Nuvens lindas foram preenchendo o céu cinzento e um azul que reluzia no mais profundo da alma foi sendo colorido por lá. O sol, foi aos pouquinhos aparecendo ali. Nossa... Ainda não acredito na beleza da transformação da minha vista feia: um arco-íris foi sendo pintado no céu e em mim.
É, como pode ser o meu aniversário, apenas um dia em que fico mais velha? Se eu pudesse descrever o tamanho dessa alegria que não cabe no meu próprio tamanho, saberiam como me sinto agora. Que sortuda eu sou!
Despeço-me por hora, com uma singela representação do que presenciei aqui. É a força da beleza da natureza, tornando mais rica a visão feia da minha janela que nunca mais será a mesma.




Beijos cativantes!

[.]

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desenvolvendo o "despertar"

Olá pessoal! Depois de alguns dias sem postar, voltei para dar continuidade ao meu texto. Confesso que andei observando algumas relações estabelecidas por essa vida afora: em filmes, em livros, na minha vida e também na vida de outras pessoas. Sendo apenas uma pesquisa pessoal, sem maiores julgamentos, tirei algumas conclusões.

~~~~~

Voltando na citação de "O Pequeno Príncipe", do post anterior, vale ressaltar: como dói quando as pessoas nos cativam e depois desaparecem, né?
Vêm, conquistam, passam a ocupar o lugar mais especial que um ser humano pode ter, trocam experiências conosco, ensinam tantas coisas, dão-nos a oportunidade de ver como é gostosa a sensação de ter aprendido algo conosco, marcam e algumas vezes vão embora. Por diversos motivos... Alguns compreensíveis. Outros, nem um pouco. Podem até não ter ido em presença, podem continuar ali, do lado, e ainda assim percebermos que já não estamos ali, dentro. Porque algo mudou.
Deixam o gosto amargo da demonstração de que o carinho não é mais o mesmo, o afeto não é mais o mesmo, o que era antes, hoje já não o é. Porque algo mudou.
Outras vezes ainda, nós é que fazemos isso com as pessoas. Vamos nos afastando, conhecendo outras pessoas, criando novos laços, elaborando novos sentidos de vida, criando novas perspectivas. Porque algo mudou.
Mas não é porque algo mudou (e sempre muda) em mim, em você, nos nossos amigos, nos nossos familiares, que temos o direito de machucar a quem cativamos, sem o mínimo de atenção. Sem olhar para as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós e ver se elas precisam da gente, se elas sentem falta, se estamos dando o devido valor a quem nos cativa e a quem cativamos.
Quem é especial para o outro, não precisa necessariamente ouvir ou dizer que o é, pois já está explícito nas atitudes que tomam. No que demonstram. Não deixam espaço para dúvidas.
Uma das músicas que mais gosto, diz exatamente isso ("More Than Words" da banda Extreme).
Se chegamos a duvidar, a querer ouvir, por insegurança, talvez os nossos cativadores precisem mudar de atitude. E do mesmo modo, se nós, cativantes, somos cobrados em palavras e presença, talvez também devamos nos atentar aos nossos atos.

(...)

Fica aqui a reflexão. Até a continuidade...

Beijos da Nanda.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O início: despertar de ideias


Impulsiono aqui, a escrita de um longo texto, ainda sem título ou objetivo específico. Trata-se de um compartilhar de ideias recém-nascidas da leitura de um livro, que já já saberão qual. Decidi postar meu texto por partes, até mesmo por ainda não estar terminado (se é que um dia o estará). Boa leitura e espero que algo seja despertado, nem que seja uma discórdia...



~~~~~~


Esta noite, olhando para o céu, deixei-me tomar por uma perplexidade não experimentada antes. Meus olhos umedeceram-se salgadamente e meu corpo foi tomado por arrepios.
Acredito que tais reações, são resultados de uma matura compreensão da importância dos laços afetivos.
"Tu não és nada para mim senão um garoto, inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti unica no mundo..." [ O Pequeno Príncipe ].
Observo desesperadamente o que vem acontecendo com o mundo: tendo-se dividido em bilhões de mundos pessoais, isoladamente particulares, nós, somos tentados, com o esforço feito pela mídia (sutilmente manipuladora) e reforço das escolas (desinteressantes), Igreja (às vezes limitadora do olhar, voltando-nos à apenas um fenômeno como saída: Deus), Governo (ainda não democrático) e famílias (influenciadas por discursos ultrapassados, presentes em cada uma dessas Instituições), a manter um Sistema social que se assemelha à prisões. Prisões de nós mesmos.
Cada vez mais mergulhamos na busca de objetivos particulares: queremos sucesso, um bom emprego, dinheiro, sorte, estabilidade, e dentre tantas e tantas etc's, que seguem sem nenhuma ordem de prioridade [ (ironia) cada um com os seus, não é mesmo?! (\ironia) ], a tão cobiçada felicidade.
Mas que felicidade é esta, que nunca alcançamos?
Lembro-me de ter me sentido, por diversos momentos, completamente realizada, plena, mas não sei dizer se isso era exatamente felicidade. É possível ser feliz? Se sim, acredito que passageiramente, pois algum motivo entristecedor chegou sempre até mim, fazendo-me descer um degrau nessa escala de plenitude. Depois, ia tal motivo embora, voltava a alegria. Ou seria de fato a felicidade? Não sei. Minto. Sei do que penso: a felicidade é a principal e eterna busca do ser humano... Se alcançada definitivamente, que sentido teria viver? Eu, pelo menos, não conseguiria viver plenamente feliz, vendo as pessoas ao meu redor privadas de tal sentimento. E nem que fossem todos completamente felizes, consigo enxergar algum outro motivo de busca realmente relevante.
Acredito também, ser a vida feita de áreas, que administramos tentando relacioná-las e proporcionar com tal relação, o equilíbrio de que precisamos para estarmos bem: a família, os amigos, a espiritualidade, as obrigações, a diversão, o amor e os acontecimentos inevitáveis, o acaso, o destino. Vejo nessa composição o bom motivo para tristezas: não conseguimos equilibrar sempre, todas as áreas de nossas vidas, nem que tentássemos exaustivamente, conseguiríamos manter essa harmonia, pois como disse, acredito no acaso, nos incidentes e também, não menos, nas irresponsabilidades, que tornam muitos incidentes, acidentes com culpados reais.
Não pretendo aqui, de forma alguma, traçar uma falta de perspectiva de vida ou uma visão completamente negativa da existência humana. Percebo apenas que critico o modo como fazemos buscas tão desnecessárias, por serem muito técnicas, clichês, embriagadas de uma falsa seriedade. Talvez nossas buscas sejam muito neoliberais.
Esquecemo-nos por diversas vezes da delícia que é experimentar, como no filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, os pequenos prazeres da vida. Sim, dessa forma como ouvimos falar no senso comum mesmo! É que ouvimos tanto, que fica batido, às vezes retrô. Mas quantos de nós, realmente nos permitimos experimentá-los?
Vivemos buscando harmonias, construindo laços, cativando, muitas vezes sem intenção. Mas que valor temos dado a isso?

(...)











Fico hoje por aqui, pois infelizmente já é tarde e as obrigações do dia de amanhã, convidam-me para um momento de repouso. Vou agora um pouco mais leve, começo a organizar melhor minhas ideias. Sigo ansiosa pela continuidade...

Um beijo e até breve.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nostalgia

Lembro que ficava observando ele, sentado na carteira que ficava do outro lado da sala. Era tão pequenininho quanto eu. Ai, lembro até hoje dos olhinhos esverdeados, colorindo meu sorrisinho bobo.
Quietinha, não abria a boca nem para tirar dúvida com a professora! E a vergonha? Vivia presa como o rabo de cavalo que as mães faziam nas meninas... Tão apertado que deixava todas japonesinhas. Eu era uma japonesinha. Mas sempre voltava para casa com o cabelo fuá, parecendo um leãozinho.
A hora do recreio era a libertação, né? Quando chegava em casa e tirava o uniforme, caía areia até da calcinha!
Andava com a Veri, que é minha amiga até hoje!
Ela sempre foi mais madura do que eu. Quase todo mundo era mais maduro do que eu.
Às vezes tenho a sensação de que ainda sou a Fernandinha, lá da Educação Infantil.
Eu era a segunda, quando formava a fila, porque incrivelmente tinha uma mais baixinha do que eu!
Quando ele chegava perto de mim, meu coração acelerava tanto e batia tão forte, que eu tinha medo de ele ouvir, das minhas amigas ouvirem, da minha professora ouvir e até da minha mãe, lá em casa, ouvir.
Ele nem sonhava que era o grande amor da minha vida! O homem com quem eu casaria e teria 2 filhos. Ele não sabia nem que o nosso casamento já estava marcado, para assim que terminássemos a Pré-Escola. Porque é claro, né! Criança pequena não pode casar... Tem que esperar chegar na 1ª série.
Sempre esperava a perua assistindo TV Colosso.
Eu gostava do motorista da perua! Tirando o fato de que ele tinha bafo e me chamava de Fernandinha. Amava que me chamassem de Fernandinha, mas ele não podia não! Porque ele tinha bafo, e eu entendia que assim ele estava estragando meu apelido com aquele bafão dele!
Um dia eu dei um selinho na boca de um menino da perua. Ele acordou no susto do estalinho! Era feio e chato. Mas eu queria beijar na boca de alguém... e poxa, ele estava ali, não estávamos fazendo nada...
Mas depois fiquei com remorso. Por dois motivos: 1- ele limpou a boca depois; 2- me senti como se tivesse traído meu futuro marido.
Eu ainda consigo sentir o cheiro gostoso da terra molhada. Pois sempre que eu chegava da escola, minha mãe estava aguando as lindas plantas que haviam no quintal. Aaaah, que saudade do meu pé de amora! Saudade até da "Ave Maria" que ela ouvia e cantava junto com o rádio, todos os dias às 18h. "Nanda, faz Em Nome do Pai", falava ela com aquela voz tranquilizante.
Vejo hoje ainda com muito carinho e admiração aquele que seria "o homem da minha vida". Ainda tenho contato com ele, contei essa história toda, rimos juntos, tivemos sim momentos especiais, anos depois. Mas aquela paixão foi se perdendo aos poucos. Jamais esquecerei o quanto me marcou.
Já amei alguns depois. E lembro-me de todos, não foram muitos. Foram intensos. Meses, anos amando alguém, até a paixão se perder e aparecer um outro, que despertaria tudo novamente em mim, arrancando lá das profundezas o sorriso mais sincero. Na verdade eu acredito que amor não morre. Acredito que desmaia, adormece, entra em coma... Mas morrer, morre não, hein!
Guardo-os aqui comigo. Alguns não vejo mais, seja por falta de contato, distância, ou apenas rumos traçados em diferentes sentidos. Tenho marcas, lembranças e sentimentos bons.
Sei que vivi cada amor, entreguei-me, passei por cima de medos e dúvidas.
Não importa tanto o fim que tive com cada um. Gostoso ter descoberto, desde criancinha, o que é amar. Ter vivido isso, sentido ao longo dos anos, até aqui.
Quero continuar amando pela vida afora, sendo amada também. E se algum amor adormecer, vou seguir meu rumo, hoje já sem tanto me culpar, pois amor de dois, é construído por dois. Novos dias virão.
É... A esperança e a paciência da Fernandinha, continuam aqui.
Beijos nostálgicos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Inverno Interno

Nesses dias de confusão,
estranho o silêncio do grito preso em mim.
Abomino cada ser estranho
que o respeito ousar faltar por mim.

Na bagagem,
levo espelhos e retratos mal-falados, que vivem fazendo de mim.
E nos caminhos por onde eu passo,
registro em passos o que está preso a mim.

Nesses dias frios, descompassados,
os pedaços dos laços estão pelo chão.
Observo a cada dia, a cada passo,
que as pessoas sempre se vão...

...e levam consigo um pouco das dores,
deixando aqui muitos sabores,
de amores quentes
que me aquecerão.

Esse inverno é intenso demais
para quem não representa um ás.
Quem sabe deixarei para trás
o que deve ficar nesse cais.

E nesse inverno interno,
eu sei que vai chegar,
um verão pleno e certo
que me aquecerá.

sábado, 16 de outubro de 2010

16 de outubro

Um mês é logo, pra quem não tem pressa. Um mês é longo, pra quem tem saudade.
Pulsava endorfina, ao sentir aquela barriga gelada. A distância diminuía. O calor aumentava.
O tempo corria, mas não passava, nem durava.
Mentia para uns, era sincera com outros. Poucos.
É que segredos valem a pena, pra quem não quer vibrações negativas.
E os do post anterior, foram revelados na concretização de um sonho bom.

É isso que parece que foi. Sonho.
Só vim dizer que entendo, tudo o que vier depois.
Seja o que for. Mas seja.

Percebo os climas contidos no ar.
Faro aguçado, coração acelerado.
Deixemos o medo de lado.
Do futuro ninguém sabe...
Saiba que acima de tudo, tudo e tudo, existe a amizade.
Confia?
Que saudade...

O tempo continua correndo.
E eu continuo aqui.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Segredos

Um banho pra lavar o corpo e refrescar as ideias. Alguma coisa faltava na última palavra da frase passada e, não era o acento. Talvez apenas novas inspirações...
Um perfume básico, roupas confortáveis. Passei a mão nas chaves e no celular. E fui. Cheguei, sentei como se estivesse no sofá de casa, acomodei-me bem e comecei a observar as coisas ao meu redor. Tudo. O embalado das árvores, minimamente planejado pelo vento, as mudanças de cores no céu, o barulho dos passos das pessoas que apareciam e sumiam nas esquinas da cidade, o som das rodas dos carros, do latido do cachorro, os cheiros, a música, se é que de "música" pode ser chamado aquele som...
O vento calmo e sereno mas ao mesmo tempo decisivo, assim como o andar do meu avô (um dos grandes mestres da minha vida), trouxe até mim a inspiração que há pouco faltava, completando as ideias ainda recém desenvolvidas. Mas era como se no começo eu quisesse adiar, fugir, deixar para depois. Não resisti, caindo na velha máxima "foi mais forte que eu". "Alô?". Memória... Olhos fechados, coração batendo forte, sentimento. Escolhas e... segredos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ao Tempo...

... do relógio da vida:

Que essa vontade louca de mudança permaneça por toda a eternidade de minha vida. Pois assim que tudo vai se tornando rotineiro, você parece se arrastar lento e monótono. E assim, desperta em mim uma agonia de sentir-me presa, limitada.
Às vezes penso que poderia ser mais veloz, levando consigo as dores e angústias. Outras vezes, penso que mais lento, ou até que parasse, não deixando escapar assim o bom do instante naturalmente feliz.
Lembro-me então que não é controlável, a não ser que seja por meio da memória. Porém, sei que ela é ingênua e nostálgica. Fria de presente e plena de passado, mesmo que seja um passado presente.
Seja a minha janela para o mundo, na medida em que colabore (com o meu esforço) para a concretização dos meus sonhos.
Soa como música, quando está ao meu favor.
Soa como um alarme de carro, quando não me favorece.
Devagar, você é meu remédio quando estou perto do que só me faz bem, só me traz paz. E no mesmo lugar, torna-se meus efeitos colaterais, se voa.
Porque corre tanto? Ou seria eu que não me organizo da melhor forma, interpretando-lhe como o responsável nas desculpas que eu mesma invento?
Talvez um pouco dos dois. Talvez um pouco do mundo, que lhe organiza desse jeito assim, fazendo as pessoas lhe culpar pelo que nem elas têm culpa.
"Não tenho tempo"; "não deu tempo".
Acalme-se, você não é tão culpado assim. O mundo que é capitalista demais, para você, para mim, para todos nós.

...que faz:

Não me faça querer tirar a roupa em público, quando me queima assim! Uma hora acabo o fazendo... Olha, você sabe que não gosto, quando está assim, seco, causando-me preguiça e sono. Parece um forno...
Sabe quando está gostoso? Não precisa nem esfriar tanto. Basta trazer consigo aquela brisa deliciosa pela manhã, envolver-me de disposição e fazer lhe admirar... Tanto! Gosto de você nubladinho!
Falando assim, parece até que sou eu que escolho, né?
Ah se eu pudesse...
De manhã me faria vestir uma blusa gostosa e quentinha. À tarde me faria tirá-la, estaria fresco. Vento no rosto, propício para um dia bom. À tardezinha, durante o pôr-do-Sol, poderia ser como quisesse, exceto trazendo muita água do céu, limitando-me de apreciar tal espetáculo. À noite poderia chover se eu estivesse em casa. Principalmente se junto do meu amor.
Agora indo às análises, eu sei que sou egoísta. Você não precisa e nem se transformará em função de mim.
Mas... Posso ficar aqui, com meus devaneios?
Agradeço por ser como é, natural e desigual pelos dias do ano, colaborando para que o tempo do relógio da minha vida não seja tão lento e monótono.

... apenas obrigada por ser eternamente mutável.

domingo, 19 de setembro de 2010

E o arrepio frio que dá na gente?! Truque do desejo... Guardo na boca o gosto do beijo!

É como se naqueles dias não houvesse mais espaço nenhum para ser preenchido!
Não é por causa desse seu jeito meio de criança brincalhona, cheio de palhaçadas, misturado com uma porção adulta, responsável e plena de atitude.
Não é seu sorriso lindo, seu cheiro gostoso, seu olhar brilhante e nem mesmo seu carinho, seu aconchego, sua voz tão doce, que você acha feia.
Também não é essa meiguice, essa simpatia, esse calor com as pessoas! E nem o modo como me trata, fazendo-me sentir a pessoa mais especial desse mundo.
Eu não sei ao certo o que me faz te querer tão bem. Mas desconfio seriamente que seja a forma como tudo acontece, natural, sem um “por que” definido. Eu gosto tanto disso!
De me sentir tão maravilhosamente bem, sem "por que".
É tão intenso, pleno, correspondido, longe e ao mesmo tempo grudado... Isso você entende bem, eu sei!
Delícia de dias de amor.
Quando você me faz aquelas perguntas, só o que consigo responder é sobre a minha única certeza, aquela mesma, em que falamos juntos, ao som de nossa trilha sonora.

Um pouquinho de luz do sol entrando pela janela, música, violão, um lanche gostoso, o direito a muitas fotos, sorrisos, olhares, amor... Pézinhos entrelaçados, lençol bagunçado, e ainda muito o que ser realizado! Assim como a concretização desse sonho.

"Sei que eu não sou perfeito, mas com você, eu posso ser até eu mesmo que você vai entender..."

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Texto pro Seu Moço

Pediram-me pra escolher entre o dia e a noite.
Quero os dois, claro! Ora moço... Deixe-me querer tudo, que hora dessas eu não vou estar nesse mundo mais não!
Disse que não pode.
Então está bem. Fico com a madrugada, bem naquele pedacinho que a noite se transforma em dia, porque eu gosto é de contrariar.

Falando em contrariar, eu não quero aquele amor certinho, eu não quero vida iludida de casamento certinho. Embora eu acredite na pessoa errada .
Não quero que dê tudo certinho, e sei que não vai dar mesmo!
Ah, não vem falar que vai! Mostre-me uma só pessoa que tem tudo arrumadinho, no lugar (dá tédio só de pensar)! E que viva no mesmo planeta que eu...

Eu quero é gente engraçada do meu lado e muita dificuldade!
Eu gosto é de pessoa que faz aposta besta com ela mesma, do tipo "se o próximo carro que passar na rua for branco, é porque o que eu planejei vai dar certo!" (E se o primeiro não for branco, funciona também se for o segundo, ou o terceiro, bom... se passar um carro branco neste dia!)
Eu quero viver rodeada de gente que realmente acredita que quando a mão coça, é porque vai ganhar dinheiro, e que quando olha no relógio e as horas e os minutos são os mesmos, é porque tem alguém pensando nela. Quero viver rodeada de gente que não gosta de Etiqueta e que xinga. De gente que ri quando não deveria, e que consegue ver desenho em nuvem.
Gente que ouve chamando o nome, e quando vê que não era ninguém, fica com medo de ser a morte. Que sabe apreciar música de qualidade, nem que a qualidade seja não entender nada da letra e achar a melodia linda!
Moço, eu gosto é de quem não segue padrão de beleza, e acha boniteza até naquela voz de "taquara rachada".
Quem dá crise de riso com coisa que ninguém acha graça, e que gosta de umas coisas fúteis, porque de vez em quando, repito, de vez em quando, faz bem.
Quem faz pedido quando vê estrela cadente, e que chora só de observar o pôr-do-Sol, lembrando de um acontecimento marcante. Eu gosto de quem tem marca.
Quem soluça de tanto chorar vendo filme romântico, e morre de medo de "isrpítu" quando vê filme de terror.
Quem se entope de chocolate, sorvete, ou qualquer coisa "engordurante" em favor de ignorar as críticas das "burricidas" falando que você engordou.
Eu gosto de quem inventa palavra ou transcreve como a gente fala.
Quem decide que vai ser a pessoa mais correta a partir de segunda-feira, que vai estudar direitinho, ser mais paciente, emagrecer, e na terça, ou até mesmo na segunda à noite já se pega se entregando à um pequeno prazer que o tira do foco.
Mas eu também gosto de quem tem foco.

Venham até mim as pessoas simples e que acreditam que somos más por natureza! Quem falam mal dos outros, sem culpa. Porque caros, se falamos de quem faz uma fofoquinha, já estamos fazendo fofoquinha também. Se criticamos quem nos critica, estamos fazendo o que nós mesmos estamos criticando: criticar. O mundo é uma falação má, constante! É tudo uma questão de ponto de vista.
Mas venham junto das pessoas de vibração positiva. Mas aquelas que vibram tanto, mas tanto, mas tanto, que me fazem tremer junto! Que também sabem ver os pontos positivos de cada um e "chorar junto", em vez de só "rir de".

Esse mundo é grande moço!
Cheio de gente, e impregnado de um Deus que ri das besteiras que a gente fala, em vez de só castigar.
Afinal de contas, pecado, pra mim, é coisa que não existe.
Eu acredito em um Deus, que quando a gente pede coragem, por exemplo, Ele não nos dá a coragem. E sim a oportunidade de sermos corajosos.
Cabe a cada um abraçar ou não, deixar passar ou não, viver a própria vida, ou querer viver uma vida alheia.
Eu não gosto de gente quadrada porque quer.
Eu gosto de gente contraditória, humana. Porque humano contradiz.
Então não venha me pedir pra escolher entre dia e noite. Eu quero tudo que eu conseguir alcançar, nem que seja um pedacinho de madrugada.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Personalidade Universal

Cada elemento natural, que espalha cores nos pensamentos;
cada sorriso e olhar sincero, que possa surpreender;
cada momento especial, feliz ou triste, que fazem parte do todo com qualquer pedacinho de contribuição;
cada pessoa com boa intenção e vibração positiva que cruza o caminho;
cada pequeno prazer, que não tem a menor graça para os outros e que mesmo assim não deixa de ser prazer;
cada mestre, gênio e ídolo, que é significante, e não àqueles que o mundo tenta impor como heróis;
cada música;
cada desprezo, que só faz crescer;
cada crescimento e passo para trás;
cada respeito e carinho;
cada pessoa que quer bem, que faz sentir especial e diferencial nessa vida;
cada irmão e irmã escolhido, que ajudam e se importam;
cada dor e sofrimento;
cada luta, conquista e derrota;
cada pedaço de tempo jogado por aí, pra ser resgatado, ou deixado passar;
cada saudade, amiga da verdade que vem do coração;
Fazem parte das marcas que carrego.
Eu, tu, ele, nós, vós e eles.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mi Si Sol Re La Mi

"Minsinem" a ser criança como vocês
"Si" somente assim, eu poderei evoluir
Só o Sol brilhando dentro de vocês
É que Realmente faz brilhar um céu em mim
Lá no futuro, quando crianças não forem mais
"Minsinem" a crescer com vocês... E juntos resgataremos a velha paz.

6 cordas, diferentes sons pra tonalizar
"Cês" podiam "tá" era pertinho de mim!
Amanhã eu não sei aonde eu vou estar
Mas comigo, nas 6 cordas, é o "cês" que eu vou levar



MinSinemaSolfejaroRealamorqueLadofundodopeitoMinsinaramasentir...

sábado, 28 de agosto de 2010

Agora eu já sei

Sam: O que foi?
Ian: Eu te amo.
Sam: Ah, eu também te amo...
Ian: Quero dizer porque te amo!
Sam: Rs.. É que está chovendo, você está sentindo?!
Ian: Preciso dizer e você tem que escutar... Eu te amo desde que te conheci! Mas não me permiti sentir isso verdadeiramente, até hoje... Eu estava sempre a um passo a frente, tomando decisões pra me livrar do medo. Mas hoje, pelo que aprendi com você... Hoje, cada escolha foi diferente e a minha vida mudou completamente! Eu aprendi que quando se faz isso, vive-se inteiramente. E não importa se você tem 5 minutos ou 50 anos... Se não fosse por hoje ou por você, eu não conheceria o amor. Então obrigado por ser a pessoa que me ensinou a amar! E ser amado...
Sam: Eu não sei o que dizer...
Ian: Não precisa dizer nada. Eu só queria dizer isso...

(Uma chuva, um beijo demorado... "Obrigada". E um triste FIM.)

Agora já sei exatamente porque choro ao assistir filmes de romance. Principalmente este.
Porque eu já amei.
E já fui amada...
Ao mesmo tempo.
Não, não existe sensação melhor neste mundo!!!
E mesmo se eu morresse hoje,
se o meu dia terminasse aqui,
eu estaria feliz por ter vivido...
i-n-t-e-i-r-a-m-e-n-t-e!
Mesmo que por um pequeno espaço de tempo.

[Filme: Antes Que Termine o Dia]



















































E eu vou deixando pro acaso
E eu me despeço com um abraço
Saiba que eu não vou te esquecer
Mas eu preciso de um espaço
Pra desfazer aquele laço
Que me envolvia a você

(Nanda C.)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Identificação

Trechos de um dos meus filmes favoritos.
Um dos melhores que já assisti em toda minha vida.
Identifico-me.

[O Fabuloso Destino de Amélie Poulain]

"O mundo parece tão morto, que Amélie prefere sonhar até poder partir".

"Amélie não tem namorado. Tentou uma ou duas vezes, mas o resultado não foi o que esperava. Em compensação, cultiva um gosto particular pelos pequenos prazeres".

"O tempo não mudou nada. Amélie continua se refugiando na solidão. Diverte-se com perguntas idiotas sobre a cidade à sua volta".

"Não sou a 'doninha' de ninguém".

"Se parece distante talvez seja porque está pensando em alguém.

Em alguém do quadro?

Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar e sentiu que eram parecidos.

Em outros termos prefere imaginar uma relação com alguém ausente a criar laços com os que estão presentes.

Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.

E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai por ordem?

Me conta: o garoto com quem ela cruzou, eles se reviram?

Não. Eles não se interessam pelas mesmas coisas.

Sabe, a sorte é como o Tour de France. Esperamos tanto e passa tão rápido. Quando chega a hora, precisa saltar sem hesitar."

"O medo do tempo que passa, nos faz falar do tempo que faz".

(depois continuo)


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Palavras...

... estampadas em um lugar aonde eu poderia MORAR!
Plantadas aonde eu ainda quero e vou voltar...
Quanta saudade daquela viagem!
Quanta verdade e mágica em um só lugar!
Um clima gostoso, sons, sorrisos e memória.
Tudo guardado em mim.
Inteligência e sentimentos. Palavras.




























Post dedicado à Lud,
companheira de viagem, de farra, de música, de confidências, de dancinhas malucas e amores platônicos. Beijo meninë.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Revolta (I)

Nossa, olha lá!
Tão linda, mas trabalha de empregada!! Alguém tem que arrumar outra coisa pra ela.
E aquela gordinha ali?
Tem um rosto tão bonito! Se emagrecesse ia ficar linda, mas tá muito feia assim.
Hoje eu estava indo pro trabalho e vi um cara tão bonito! Mas ele era "lixeiro", coitado.
Não menina! Você que não sabe...
Lembra daquele gato, que trabalha naquela loja de roupas masculinas?
Lembro! Lindo...
É! Mas é gay!
(...)

Empregada, gorda, "lixeiro", gay.
Analfabeto, feia, magrelo, negro.
Chata, deficiente, pobre, excluído.

Não é o adjetivo o principal motivo de ofensa.
É o "mas".
As feias então devem ser empregadas?
Quem tem rosto lindo tem que ser magra?
Tem que ter rosto lindo? Pra quê?!
Tem que ser coitado? Coitada?
Tem que seguir padrão?
Ah! Tem que ser minoria.
Porque "excluído", pelo menos no Planeta aonde eu vivo, não é minoria não.
É maioria, e é maioria massante.
E ainda tem que encaixar em padrão social que a mídia impõe, que a religião impõe e que a família e a escola ajudam a disseminar.
Não tem adiantado eleição, gente! Quem comanda o Brasil já tá eleito a tempos: Rede Globo.
Tem que ser bonito, rico, corpo bacana, roupa de marca, se tiver olho claro, de preferência...
É feio? Pobre? Homossexual, bi, tri, trans? Morre!
Ah, mas a novela trabalha inclusão! Hãn?! Só se for na sua televisão... Porque na minha é tudo mascarado! Tem algo negativo por trás: precisam vender produtos, manipular mentes, fazer propaganda, preparar nós, robôs, para que não reajamos a tudo isso.
Não vai fazer o que a Igreja fala? Desculpa, mas então você vai pro "inferno"!
Agora me mostra aqui... Mostra um que vai pro "céu"...
Sim, eu creio em Deus.
Mas não nesse machista e impositivo que tentam me convencer em acreditar.
Já perdi até o rumo. Saí do foco do meu post.
Meu recado é simples: apenas não tente criar um modelo único e ideal. De crenças, de opiniões, de comportamentos, de escolhas, de vida, de nada! Nem de mim, nem de ninguém.
Porque não existe ideal. Pelo menos eu nunca vi.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"Corações doentes precisam de repouso e tratamento"

"Uma menina me ensinou... quase tudo o que sei. Era quase escravidão, mas ela me tratava como um rei. Ela tinha muitos planos, mas eu queria estar ali, sempre ao lado dela, eu não tinha mais pra onde ir. Ela também estava perdida, e por isso também se agarrava a mim. Não tínhamos mais ninguém... E ela dizia que ainda é cedo, ainda é cedo. Um dia ela disse: eu não sei mais o que sinto por você... Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê".

E o que sinto, apenas dor.
Mas hoje eu sei que tudo passa...
Ah! Como eu sei!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

É como uma dança

em que se troca de passos,
em que se cria,
em que se permite entregar a novos movimentos.
É como uma dança.
Em que se imagina,
em que se erra,
em que se inventa,
em que se voa alto em pensamento,
enquanto os pés estão firmes no chão.
E mesmo que se levantem e o corpo se coloque de ponta-cabeça,
uma hora eles voltam pra lá.
É como uma dança,
em que se representa algo,
e se apresenta a alguém.
Ou não.
Ou se posiciona frente ao espelho,
e se observa aonde é que está bom,
aonde é que precisa mudar.
Mudar.
Mudar é como uma dança.
Mudança.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quando eu te pegar jamais esquecerá que eu existo!

Quando eu te pegar você pode até tentar fugir... Mas não vai conseguir, porque eu sou forte.
Bem mais que você.
Quando me conhecer, você vai viver constantemente comigo, aonde quer que você vá. Nem que seja em sonho, em pensamento.
Vai me sentir, saber que eu existo de verdade.
Vai saber o que é se sentir pleno e feliz. Pois pegarei você no colo, e serei o mais doce possível. Farei seus olhos brilharem.
Mas também posso te fazer sofrer... Tanto! Na mesma intensidade em que pode sentir felicidade.
Um dia vou lhe marcar de forma tão intensa, que jamais esquecerá que eu existo! Ainda que diga que nunca mais queira me ter, ou deixe de acreditar em mim. Pois uma vez que te marco, não há como esquecer minha intensidade.
Pode até tentar fingir que não sabe quem eu sou. Mas meu objetivo é atingir a todos, hora ou outra eu chego até você.
Saberá da minha “famosidade”! Pois te causarei arrepios, te arrancarei sorrisos, farei seu coração acelerar, sentirá saudade, sentirá vontade, vai querer me ter, querer me desvendar, terá desejos e irá chorar, seja de alegria ou de dor.
Conhecerá meu gosto, meu cheiro, minha capacidade, minha loucura. Ah, meu bem! Não sabe o que sou capaz de fazer com você! Conhecerá minha força.
Terá o prazer de me conhecer, ainda que não me decifre... Porque isso, ninguém faz.
Terá o desprazer de me ter, quando eu não (puder) te levar correspondência.
Saiba que poderá (mais provável que irá) sofrer!
Mas não há coisa mais gostosa do que eu, quando eu te pegar e te completar.
Alguns irão falar que eu não valho a pena, que só causo o mal. Mas isso não sou eu, quando falarem assim, estarão falando de outro (a), e não de mim.
Alguns irão falar que só levo felicidade e momentos bons. Ingênuos! Isso não sou eu, quando falarem assim, estarão falando de outro (a), e não de mim.
Alguns irão tentar falar sobre mim. Ingênuos! Eu não sou ‘falável’ de forma simples assim... Eu sou muito mais um mistério ‘sentível’!
Alguns irão me definir como algo que eu não sou, como se eu fosse. E de forma tão banalizada, que muitos acharão que posso ser definido, limitado, sem complexidade nenhuma.
Gosto de falar de mim, desse jeito convencido, porque EU SOU SIM essa bola toda.
Sou maior que você... Dê-me valor, pois sou raro. Não brinque comigo, não faça de mim o que quiser.
Talvez não estarei mais com você, talvez sim. Não com todo aquele encanto, mas quem sabe estarei!
E se eu tiver ido embora uma hora eu volto, trazido pelo mesmo, ou por outro alguém.
Meu nome é curto, mas é grande. Chamam-me de amor.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Lembraremos



Lembraremos do seu companheirismo
Lembraremos da sua disposição
Lembraremos da sua alegria
Lembraremos do seu sorriso... lindo!


Estará conosco em mente e coração,
vivo... Em memória e sentimento.
Deixou marcado algo tão especial em amigos e parentes...
E portanto, lembraremos de você!
Descanse em PAZ!
s2

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Todos os dias é um vai e vem. A vida se repete na estação...

...
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir.
~
A todo o tempo pessoas vindo e indo. Chegando, partindo.
Marcando, compartilhando, modificando algo em mim.
E elas passam... Todas passam.
Mas algo, nem que seja mínimo, fica.
E eu gosto desse fluxo, eu admiro o que acontece comigo.
Seja com sofrimento ou sem, amor há.
Eu amo a vida.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Meu coração...

...não quer viver batendo devagar.

E depois da ascensão do Sistema, a ascensão do humor!
e viva a endorfina!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sistema Imunológico Decadente

Cabeça de chumbo,
garganta de ouriço,
ouvidos de vuvuzela
e olhos de mosquito.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Amerzade

A amerzade me xinga de tudo quanto é coisa que você pode imaginar! Idiota, imbecil! Ela me manda calar a boca! A todo tempo ela faz chacota!
Faz chacota comigo, faz chacota de mim, faz dela mesma!
Mas eu também não deixo barato e boto a danada pra pagar uns bons de uns trocos! “Sua cachorra!”.
Com a amerzade eu tenho a tranqüilidade de às vezes deixar um trabalho pra mais tarde, pra conversar sobre a vida, falar de nossos signos, pra descobrir coisas sobre a nossa personalidade, pra rir da vida alheia, da nossa, e pensar no quanto estamos ferradas. Sem culpa. Porque a vida não vai passar, ela está passando e não pode ser só seriedade não. Aaaah! Quem é que nunca deixou uma obrigaçãozinha de lado para o próprio bem? Nem que seja pra um leve inflar do ego?
Quando é preciso a amerzade me dá um puxãozinho de orelha! E eu dou nela. Ela já riu comigo, já chorou comigo, já me perdoou quando eu pisei na bola com ela, já me fez pensar na vida e nas besteiras que faço, já me fez agir na vida, já me marcou com coisas boas demais! Tão boas que me fez até esquecer alguma irritaçãozinha, ou um ‘aff’ de momento. Mas nem sei se ela sabe! (Agora sabe...)
Eu acho engraçado quando a amerzade para pra pensar no futuro e diz: “quando eu for casada, lá pelos meus 40 e poucos, vou falar de fulano e fulana para os meus filhos... e vou falar: ‘nossa! O que será que foi feito dele (a)’”. Eu gostaria demais que lá pelos 40 e poucos, ela se lembrasse de mim. Mas aí que ela pegasse o telefone, ou fosse lá em casa e dissesse: “oi Nabo! Falei esses dias para os meus filhos de você... A gente riu um bocado!”.
Sempre que toca música daquela banda eu me lembro dela! Aí eu me lembro de ela falando do “fulaninho” ou do “fulanão”. Fulanos que mexem com o coração ou outras coisinhas referentes a ela! Haha! Os flerts na rua com desconhecidos bonitões, os Milk-shakes de domingo, os papinhos engraçadinhos de num sei o quê, as horas de orelhinhas vermelhinhas a queimar (as dos outros, claro!), a falta de adrenalina, ou a adrenalina em excesso, as confissões, as coisas que "acho desnecessário!!!", as delicinhas e as porcarias em comum, e as que são totalmente opostas: não dá para deixar isso de lado, como somente uma amizade a mais, que um dia vai se perder no tempo.
Não declaro eternidade no tempo do “para sempre”. Mas que agora, neste instante, há eternidade... Isso há!
Eu sei que você está aí lendo, toda instigada, nervosinha e p* comigo, pensando que p* de palavra "amerzade" que é essa!
Aaaah amerzade! Você que não sabe o quanto é especial e importante pra mim. Você que não sabe o quanto me marca e como me faz sentir bem ao seu lado! Eu realmente gosto de você! Olha amerzade, não esquece não, tá?! Pra mim, você é amizade de verdade. Amizade-verdade. Minha querida “amerzade”.

Ps.: (não leiam!) Tamo junto meirmão! pá selvageria e pu crime! Ó... gatinha selvagem, conheço só uma! Confessa aí, que você "me ama loucamente!" hahahahahaha

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mais ou Menos

Tão relativo sentir-se bem, que nem consigo entender aonde estou.
É, eu não estou bem.
Sinto que preciso tomar decisões... Por mim mesma.
Não por outros, porque só posso decidir por aquilo que sinto na pele. E só vou tomar atitudes após a segurança. Não de ter certeza, mas esperança de que tal maneira será melhor.
E melhor pra quê?
Pra que a vida deixe de ser distante, deixe de ser uma promessa não cumprida.
Tantas pessoas como eu agora!
Até sei de algumas...
Quem é que se sente pleno? Pelo menos com a impressão de estar "completo"?
É tão raro...
Eu quero colorir esse papel cumprido com as cores mais belas que eu encontrar!
Enfeitar essas paredes com os mais belos cartazes, pra sentir gosto em olhar...
Fazer aflorar nessa estrada, as mais belas paisagens.
Eu quero deixar de falar "eu quero" e falar "eu faço, eu estou, eu sou, eu convivo, eu vivo".
Fui deixando tantas coisas acumularem, que estou no meio de uma bola de neve de confusões.
Às vezes eu me acho tão egocêntrica, e sinto que penso demais em mim!
Mas estou percebendo que isso não é o que me sobra... é o que me falta: cuidar de mim.
Só depois disso é que conseguirei me compartilhar com as pessoas.
Anseio por isso.
Seja família, amigos ou romance: preciso daquele friozinho na barriga, daquele sorriso bobo, só de lembrar das pessoas, ou de conviver bem com elas! Preciso da saudade, do susto, da vontade, do desejo, da paixão, da cumplicidade, da diversão, do diálogo, do compromisso, da harmonia, da chatice, das coisas simples e gostosas do cotidiano, da tristeza, do crescimento, da dor, até da fadiga, pra depois a luz. Preciso da emoção que for, mas que seja intensa e verdadeira.
E falando em verdade, é que eu cansei de ser esse "mais ou menos" que eu sou.

_____,,_____


"Não seja assim tão dura com as palavras... / Lave bem as suas mãos antes de se decidir"

segunda-feira, 14 de junho de 2010

HahaNand(inh)a

Colocar meus gatinhos dentro do forno ou da geladeira; ter 15 gatos de uma vez só; fazer a melhor babá da face da Terra contar pra mim a mesma história umas 3 vezes antes de dormir, depois de ela ter chegado morta do Curso (saudades Valquíria! Sempre me lembro de você); ver a Teca (cadelinha da minha irmã) comendo formigas e morrer de vontade de fazer como ela, mas não ter coragem e aí criar coragem, comer e descobrir que o gosto é horrível; achar que as bonecas ganhavam vida durante a madrugada e planejavam como iriam me matar; subir na parte mais alta do sofá e achar que era a pessoa mais alta do mundo, e ainda pular de lá e achar que de tanto 'treinar' aquilo, uma hora eu conseguiria voar; ficar rica comprando guloseimas no supermercado e vendendo mais caro (para os meus parentes) dentro de uma barraquinha que eu tinha; organizar peças de teatro com as minhas primas nas férias e fazer todos os meus parentes pagarem 1 real cada, para assistir a nossa peça; subir em cima da casa pra chupar manga ou comer goiaba vendo o pôr-do-Sol; bater (na verdade apanhar... mas eu bati também, sério!) em uma amiga porque eu queria assistir um canal de TV e ela outro (não esqueço disso Julinha!); ver a minha irmã tocando violão, pegar ele, ligar o som bem alto e "tocar" junto com a música (na verdade bater os dedos nas cordas, quase arrebentá-las e matar minha irmã de tensão); comer "passatempo" assistindo Chaves na casa da minha prima; achar que já era bem adulta depois do primeiro selinho na boca; achar que eu era adotada e que meus pais esconderiam isso de mim para sempre; acreditar fielmente que todas as pessoas do mundo eram alienígenas, inclusive eu, só não tinha descoberto ainda... achar que ficaria careca como meu pai, quando eu ficasse mais velha; odiar quando o dono da perua que me levava pra escola me chamava de 'Fernandinha', porque sentia como se ele estivesse me rebaixando (todos podiam me chamar de Fernandinha, mas ele era diferente! Não curtia não...); fugir para a casa da vizinha e pedir coisas dela, como aqueles batons que fixam na boca e não saem nem com reza braba, ou correr por toda a casa, gritando coisas sem sentido (saudades Isabel, Mafalda e Márcia que sempre me trataram muuito bem - e me aturaram); querer ser o centro das atenções; odiar ter que ajudar minha mãe com a limpeza da casa; fazer ginástica olímpica, vôlei, futebol, natação e handebol e ter medo de ficar como uma daquelas mulheres fisiculturistas; achar que se colocasse um fio de cabelo dentro de um copo com água ele se transformaria em uma minhoca; esconder embaixo da cama quando vi pela primeira vez um balão (daqueles com cestinha, dos mais lindos!) passar por cima da minha casa; toda noite apertar a campainha da casa da vizinha até ela fazer o filho dela me passar o maior susto do mundo e chamar a minha mãe pra conversar na casa dela (e aí só se ouvia uma gritando com a outra e se percebia meu medo, tremendo que nem vara verde, de apanhar feio); apanhar de vara; correr na rua da minha mãe correndo atrás de mim com uma vara; fazer manobras de patins, como andar de costas, pular calçadas e hoje não saber mais nada disso; apostar corrida de patinete com a vizinha, aparecer uma p* de uma pedra bem no meu caminho, sair literalmente voando do patinete, dar um mortal pra frente, sair rolando e não machucar (juro que não é exagero); conversar toda noite com a minha vizinha (Laísa) na porta da casa dela até altas horas (naquela época era possível fazer isso em Uberlândia), e ver uma mula sem cabeça passando na rua (é sério isso cara! Se nós duas vimos... não tem como ser invenção! Exiiiiste!); ver um duende no meu quarto; ter medo de assombração e barata; não gostar que facas e outros objetos pontiagudos ficassem apontados para mim, como se fossem sair voando pro meu lado e me matar; crescer e continuar acreditando no poder mágico das coisas simples, ou simplesmente não deixar nunca de ter a alma de uma criança. Querer ter para sempre a HAHANandinha dentro de mim.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mudar

Eu acredito em meus planos, mesmo quebrando a cara.
Afinal, não existe somente um caminho a seguir!
Se de um jeito não der certo, eu vou tentando de outro.
Não sei se vou conseguir... Mas desistir, não!

Ir em busca do que desejo!
É esse um dos meus princípios para viver... bem.

domingo, 16 de maio de 2010

E falta liberdade, e sobra vício. E dever, cadê?

O que eu digo não são só palavras.
O que eu faço não são só ações.
Por trás de cada atitude e fala... concepções!
O que eu digo é por acreditar em liberdade.
Não é só o amor a minha arma... a liberdade também o é.
Pois é sabido: não dá pra separar os dois!
Não pretendo moldar, nem modificar ninguém.
Pois não é por mim, nem por ninguém que deve fazer o quer...
Somente por você mesmo! Pelas coisas em que crê.

O problema é que vício é dependência, e dependência tira liberdade. E dever, pra quê, né?
Vamos deixar a disciplina de lado, oras!

Falta liberdade de ser você mesmo, sem precisar se prender a algo.
Liberdade de poder curtir cada momento, de fazer o que deve e o que quer sem precisar de algo que te prejudique.
Espere aí!! Mas que imensa contradição!
Precisar de algo que te prejudica, pra poder se sentir melhor??!
Ou seria pior pra depois melhor? Ou melhor e depois pior?!
É... Não entendo MESMO!

Grande mentira!
Porque eu entendo sim...
Eu tenho o meu próprio vício, que é vício como qualquer um!
Não consigo ficar sem internet.
Mas a partir do momento em que reconheço, já tenho condições pra modificar
E depois de reconhecer, com a minha vontade eu tenho ainda mais forças pra modificar
E assim vou tentando,
não quero parar,
apenas diminuir.
Tem alguém comigo?!
Mais alguém com seu próprio vício?!
Se tem, estamos juntos! E juntos vamos tentar...
E se não concorda, como diria "PC": "sinta-se ofendido(a) e pode se retirar!!!"
hahaha

Beijos!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Isso me lembra jardim

"...encostou a cabeça no ombro dele. Ele apertou mais forte na cintura dela. E foram assim, rodando meio tontos, (...) localizando, sitiando..."
[Caio Fernando de Abreu]


quarta-feira, 31 de março de 2010

Indiferença


Um castelo enorme, rico e deslumbrante de se apreciar!
Enterrado...
Quem sabe habitado novamente, mas com outro ser encantador...
Um 'não' imprevisível foi lançado
O que era quase certo, deletado.

O que mancha a estrela daquele céu que não existe mais,
é a falta daquele brilho lunar!
Que mesmo que não próximo, poderia manter carinho...
Mas a Lua não quis, e a estrela segue o seu caminho

Não dói a falta de amor,
dói a palavra pintada em falsa cor.

Foi brilhar pra outro alguém.
Sem se importar com esse quem...

Já que então HÁ um tanto faz...
a estrela vai sem olhar pra trás.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Eu preciso de você

“Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela...”
(Adriana Calcanhoto – Esquadros)

Tentamos achar que o que acontece não é tão mal...
I-LU-SÃO!
Viver de sonho, é ilusão!
Ele realmente faz parte da vida, e é necessário se quisermos colori-la; se temos ambição.
Mas se ficarmos mergulhados apenas nele, nos limitando a aproveitar o que nos cerca; se ficarmos só vivendo de sonho, vamos fechando nossos olhos ao invés de abri-los, vamos ficando cegos em ação.
Vivemos assim, olhando pela janela os acontecimentos que nos cercam, e infelizmente, a vida que está a nossa volta, já que nossa não parece ser mais. Já que não somos sujeitos participantes dela.
Vivemos de sonhos sem ação. Vivemos de comodismo, de hábito, porque é melhor deixar as coisas como estão do que tentar modificar... É menos pesado! Será?
O que nos impede de mudar? O medo, a dor, a dúvida?
Mas pensemos: mesmo isso nos impedindo, ainda assim não sofremos? Não sentimos vergonha, arrependimento? Não temos dúvidas?
Vamos continuar vivendo sem arriscar? Sem fazer o que tem que ser feito, e o que queremos fazer?
Mesmo que não nos arrisquemos, ainda assim não passamos por diversos tipos de sofrimento?
Se sim, porque então não nos permitir movimentar?
Até quando vamos continuar vivendo presos aos nossos vícios? E antes disso, até quando vamos mentir pra nós mesmos, tentando escondê-los e dizer que não são vícios?
Eu preciso de você, amadurecimento!
Eu preciso de você, reflexão. Eu preciso de você, ação.
Espero que isso tudo dure, e que eu não seja hipócrita de desacreditar, e muito menos caia em armadilhas superadas.

Fui! Correndo...